Com Érika, Brasil fica perto de ganhar título da WNBA após 11 anos

A pivô Érika (dir.) tenta uma jogada para o Atlanta Dream contra o Washington Mystics / Foto: Reprodução Após 11 anos do seu último título na WNBA (a liga de basquete profissional feminina dos Estados Unidos), o Brasil está novamente perto de conquistar
06/10/2013 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

A pivô Érika (dir.) tenta uma jogada para o Atlanta Dream contra o Washington Mystics / Foto: Reprodução

Após 11 anos do seu último título na WNBA (a liga de basquete profissional feminina dos Estados Unidos), o Brasil está novamente perto de conquistar o torneio com a pivô Érika, 31, do Atlanta Dream.

O time da jogadora e o Minnesota Lynx abrem neste domingo, às 20h30 (de Brasília), a série melhor de cinco da final do torneio, em Minneapolis.

Érika luta pelo seu segundo título na competição. Foi campeã em 2002 quando atuava pelo Los Angeles Sparks. Mas ganhar o troféu em 2013 terá um sabor mais especial.

Se há 11 anos ela era uma coadjuvante, com apenas 11 jogos disputados, todos começando da reserva, hoje ela é peça fundamental no time de Atlanta.

Foi a única da equipe a participar de todas as 34 partidas da temporada regular como titular. Teve ainda o melhor aproveitamento nos arremessos (55%). Nos playoffs, é a terceira melhor nos rebotes (11 por jogo).

“Está sendo a minha melhor temporada nesses 8 anos de WNBA. A cada ano a experiência vai mostrando os atalhos da quadra”, disse Érika em entrevista para aFolha.

A pivô vai disputar a sua quarta final no basquete americano. Além de 2002, esteve presente também nas decisões de 2011 e 2010, mas o Dream caiu diante de Seattle Storm e o próprio Minnesota Lynx, respectivamente.

Neste ano, Érika deixou de participar da Copa América com a seleção brasileira para correr atrás do seu segundo título.

“Poder levar a bandeira do Brasil entre as melhores do mundo é algo indescritível, uma emoção sem tamanho. Foi para isso que me sacrifiquei não indo à seleção”, afirmou.

A ex-jogadora Janeth Arcain, 44, sabe bem como é a sensação de vencer no basquete americano. Foi tetracampeã da competição pelo Houston Comets (de 1997 a 2000). Para ela, Érika é hoje essencial tanto para o Dream como para a seleção brasileira.

“É a melhor jogadora do nosso país. Ela tem potencial, estatura, porte físico e velocidade. É uma jogadora importantíssima para a equipe”, disse.

Janeth vê o possível título de Érika como mais um passo notável para o Brasil ganhar mais espaço no cenário internacional do basquete.

“Com os títulos que eu ganhei e que ela tem a chance de ganhar, além de abrir portas, é uma valorização para o atleta brasileiro”, afirmou.

Fonte: UOL

Leia também:

Escolha sua rádio