Minas é o segundo Estado onde mais se paga indenização por morte no trânsito

Minas Gerais é o segundo Estado do país onde mais se paga indenizações por morte no trânsito. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (9) pela Seguradora Líder DPVAT, administradora do Seguro DPVAT. Segundo o balanço, só no primeiro semestre de 2013
09/09/2013 às 00h00
 - Atualizado há 13 anos

Minas Gerais é o segundo Estado do país onde mais se paga indenizações por morte no trânsito. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (9) pela Seguradora Líder DPVAT, administradora do Seguro DPVAT.

Segundo o balanço, só no primeiro semestre de 2013, foram pagas, no Brasil, quase 300 mil (299.290) indenizações por acidente. Dessas, 29.025 foram por morte. Minas Gerais responde por 9,6% desse total, o que equivale a 2.786 óbitos, só perdendo para o Estado de São Paulo.

Ainda de acordo com os dados, a quantidade de indenizações pagas em todo o país aumentou 38% em relação aos seis primeiros meses de 2012. As indenizações por invalidez permanente também cresceram (51%) e chegaram a 215.530. Por outro lado, o número de mortes caiu 3%.

As motocicletas continuam na liderança das estatísticas. Os acidentes envolvendo o veículo de duas rodas representaram 72% de todas as indenizações pagas no semestre.

A alta incidência de acidentes com motocicletas, apesar de esses veículos corresponderem a apenas 27% da frota nacional, já vinha sendo apontada nos estudos anteriores da seguradora. Os automóveis, que superam 60% da frota, foram responsáveis por 23% dos benefícios pagos.

Entre os casos de invalidez permanente, 76% foram em decorrência de acidentes com motocicletas. Essa categoria também é responsável pela maioria dos pedidos de reembolso de despesas médicas e hospitalares, com 69%. Já os automóveis foram os campeões das indenizações por morte: 46% do total.

Ainda de acordo com o levantamento, 76% das vítimas no Brasil são homens. Os jovens, na faixa de 18 e 34 anos – entre homens e mulheres -, representam 51% dos benefícios pagos no semestre. A maior incidência de vítimas é de motoristas, 60%, e, dentre eles, 54% foram do sexo masculino. Os pedestres foram os beneficiários de 23% de todas as indenizações pagas.

“O número de indenizações por invalidez permanente é algo que chama a atenção. Os jovens motociclistas, principalmente de 18 a 34 anos, têm um risco grande de se acidentarem e muitos ficam com uma invalidez permanente. Várias ações precisam ser somadas para mudar essa tragédia nas ruas, como campanhas educativas, incentivo ao uso de equipamentos de proteção, fiscalização, conscientização dos motoristas e dos pedestres, além da melhoria da mobilidade urbana das cidades”, analisa Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder DPVAT.

Sobre o Seguro DPVAT

O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, mais conhecido como Seguro DPVAT, existe desde 1974. É um seguro que indeniza todas as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, sem apuração de culpa, seja motorista, passageiro ou pedestre. O Seguro DPVAT oferece cobertura para três naturezas de danos: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares.

O pagamento da indenização é feito em conta corrente ou poupança da vítima ou de seus beneficiários, em até 30 dias após a apresentação da documentação necessária. O valor da indenização é de R$ 13.500 no caso de morte, de até R$ 13.500 nos casos de invalidez permanente, variando conforme o grau da invalidez, e de até R$ 2.700 em caso de reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas.

Os recursos do Seguro DPVAT são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual. Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde (SUS), para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país, na rede pública e conveniada. 5% são repassados ao Ministério das Cidades, para aplicação exclusiva em programas destinados à educação e prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% são voltados para o pagamento das indenizações.

Fonte: O Tempo

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