
Cresce o número de casos de catapora em Minas Gerais; doença já matou 6 no Estado
Causada por um vírus, a catapora pode ser transmitida pelo ar ou contato direto com pacientes / Foto: Reprodução
Durante o inverno, é comum encontrar pessoas com tosse, gripadas ou resfriadas. Também aparecem, nesta época, a bronquite e a sinusite. Contudo, nos últimos anos, o que tem chamado a atenção dos médicos é alta incidência da varicela, também conhecida como catapora. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), até o momento, foram notificados mais de 8 mil novos casos da doença somente neste ano. A enfermidade já matou seis pessoas em todo o Estado neste ano, sendo que a maioria eram crianças de até 9 anos.
A maior concentração de notificações nos postos de sáude começou mais cedo em 2013, favorecida pelo tempo seco e pelas baixas temperaturas em Minas desde o mês de maio. Tradicionalmente, os meses de setembro e outubro registram o maior número de casos. A transmissão ocorre, principalmente, por meio do contato com pacientes, com lesões cutâneas ou direto pelo ar. De acordo com a SES, o pico da catapora no Estado aconteceu em 2010, quando foram registrados 57.198 casos. Nos dois anos seguintes, o número caiu, mas continua alarmante.
Na avaliação da diretora do Hospital Infantil João Paulo II, a pediatra Helena Francisca Valadares Maciel, foi perceptível o aumento dos casos de varicela em julho de 2013. “A catapora aumentou muito, principalmente pela secura do ar e pelo frio, que permitem uma maior dispersão do vírus”, explicou.
Segundo ela, o padrão de atendimentos de catapora durante o inverno no João Paulo II fica entre 50 e 80 crianças. Porém, na estação deste ano, já foram realizados 136 atendimentos.
Antecipação
Para Andrea Lucchesi de Carvalho, infectologista pediátrica do Centro de Referência de Doenças Infecto Contagiosas do Hospital Orestes Diniz, em 2013 o aparecimento da catapora começou mais cedo. Como mostram os números da SES, em maio deste ano foram 1.413 casos, contra 1.149 no mesmo mês de 2012 e 728 em 2011. “É uma doença transmitida pela via respiratória e pela lesão da pele, que é a bolinha de água. O contato e as gotículas da respiração transmitem o vírus”, detalhou.
Segundo os médicos, os adultos são os que mais sofrem com a doença. A estudante Bárbara de Jesus, 21, integra as estatísticas do ano passado. Contaminada com a catapora já na fase adulta, ela acabou ficando em casa por duas semanas. “Meu irmão tinha tido, e eu que cuidei dele. Uma semana depois, apareceu uma bolinha na minha mão e logo se espalhou”, contou.
Ela teve febre alta e dificuldades para comer. O banho constante a ajudou a se curar da doença.
graça no seu WhatsApp


