Operação “Deus ta Vendo” prende pastores corruptos em três estados

Realizada pela polícia de Veranópolis (RS), operação prendeu cinco pastores acusados de venda de veículos "fantasmas" Paulo Roberto da Rosa e Álvaro Becker, delegados responsáveis pela operação (Foto:Gustvo lain) Cinco pastores de igrejas evangélicas for
04/07/2013 às 00h00
 - Atualizado há 13 anos

Realizada pela polícia de Veranópolis (RS), operação prendeu cinco pastores acusados de venda de veículos “fantasmas”

Paulo Roberto da Rosa e Álvaro Becker, delegados responsáveis pela operação (Foto:Gustvo lain)

Cinco pastores de igrejas evangélicas foram presos depois que uma operação feita pela Polícia Civil de Veranópolis conseguiu desmantelar um esquema envolvendo a venda de veículos “fantasmas” e a captação de dinheiro de compradores que interessados nas ofertas sempre muito abaixo dos preços de mercado, depositavam o montante pedido na conta de laranjas que depois eram transferidos para os verdadeiros golpistas. Em sua maioria da Igreja Assembleia de Deus foram presos cinco homens de três diferentes estados sendo dois em Itajaí (SC), um em Ponta Grossa (PR) e mais dois em São Gonçalo (RJ).

O golpe consistia em uma falsa história inventada por uma mulher que segue sendo procurada em Veranópolis. Através de ofertas muito mais baratas do que o usual de veículos que iam desde veículos de passei até a carros e caminhões, os impostores diziam que a igreja havia recebido a doação de veículos que haviam sido interceptados pela Receita Federal e que poderiam ser vendidos pela instituição para que fossem angariados fundos. Para se ter ideia, um veículo que custa R$90 mil poderia ser encontrado por até R$30 mil. Porém o veículo nem mesmo existia, e quem depositava o dinheiro perdia o dinheiro e ficava sem o carro.

Foram sete meses de investigações para que o caso fosse solucionado, e devido ao sucesso que os falsários vinham obtendo, o golpe se espalhou por outros estados, motivo esse que arrastou a investigação para outras localidades. O caso chamou a atenção da polícia depois que um dos policiais da cidade foi vítima do golpe. O golpe demorou ser descoberto, pois os ladrões faziam reuniões com os compradores explicando a demora na entrega dos veículos. Segundo os delegados Paulo Roberto da Rosa e Álvaro Becker ainda é possível que haja mais pessoas ligadas ao golpe em estados como Distrito Federal.

O golpe chegou à R$1,2 milhões somente na região de Veranópolis, mas de acordo com os delegados pode chegar a mais de R$15 milhões se analisado em todo o território nacional.

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