
Franca: Cremesp aponta falhas nos pronto-socorros
Caos na rede pública de saúde / Foto: UOL
Uma fiscalização do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) apontou falhas e irregularidades, em diversos pronto- socorros (PSs) públicos no estado paulista, e relatou que na maioria ocorre mal atendimento e falta de condições de trabalho.
Ao todo foram analisados 71 grandes PSs que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 23 na Capital e 48 no Interior. As principais falhas foram encontradas nos serviços de urgência e emergência, que podem colocar em risco a saúde da população ao não oferecer aos médicos condições adequadas de trabalho.
Em Franca, o Pronto Socorro da Santa Casa, foi vistoriado, e cinco dos nove itens apresentaram falhas durante a inspeção dos médicos do Conselho. Entre eles a falta de equipamentos para atendimentos emergenciais, sala inadequada de emergência e até mesmo falta de triagem dos pacientes considerados grupo de risco.
Para o conselheiro do Cremesp em Franca, Lavínio Nilton Camarim, o trabalho realizado pelo órgão visa fazer um levantamento para que as falhas sejam apontadas aos responsáveis municipais, estaduais e federais para que sejam realizadas melhorias nos atendimentos.
O cenário preocupa não só representantes do Cremesp na região, que além de Franca, Ribeirão Preto e Barretos foram avaliados, e os resultados causaram espanto ao órgão que cobrou das autoridades responsáveis melhores medidas políticas públicas para o setor.
“Ficamos perplexos com a maneira como os pacientes são tratados e responsabilizamos os secretários municipais, estaduais e o Ministério da Saúde pela falta de financiamento adequado e pela má gestão do sistema de saúde, afirmou o presidente do Cremesp, Renato Azevedo na abertura do encontro.
- 57,7% dos PSs têm macas com pacientes nos corredores
- 6,2% dos PSs relatam dificuldade de encaminhar pacientes para outros serviços de referência
- 57,7% dos serviços vistoriados estão com equipes médicas incompletas
- 28,2% das salas de emergência estão inadequadas
- 59,2% das salas de emergência falta algum tipo de material
- 46,5% dos serviços não há chefia de plantão nem médico diarista
- 32,4% dos PSs não é feita a triagem com classificação de riscoEm 6,1% dos PSs não existem UTIs, nem no local nem em outro serviço referenciado
Fonte: Cremesp* Principais números do levantamento em 71 PSs vistoriados.
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