
Estévia: o adoçante que promete mudar o mundo das dietas
Produto encontrado em planta nativa é a nova sensação do mundodiet
AStevia rebaudianapode ser processada e transformada em adoçante
Você já ouviu falar de Estévia? Bom, talvez em um primeiro momento o nome soe estranho, mas se trata de um componente cada vez mais utilizado na preparação de alimentos com redução calórica e tem chamado atenção por um diferencial em relação aos demais: ele é produzido a partir de uma fonte natural. Retirado de uma planta encontrada na América do Sul (aStevia rebaudiana),mais especificamente nativa das áreas entre Mato Grosso e Paraguai, o adoçante vem fazendo sucesso e a cada dia fazendo parte da vida de grandes empresas e das mesas dos consumidores.
Em um primeiro momento, há só o que comemorar: afinal, além de adoçante e totalmente isento de calorias, para alguns estudiosos, a estévia também possui propriedades que ajudam na perda de peso e até mesmo na prevenção de cáries. Porém, assim como com outros componentes que servem para adoçar alimentos, ainda existe a preocupação em decorrência da falta de tempo suficiente para que seus possíveis efeitos colaterais sejam devidamente estudados. Isso seria de extrema importância, ainda mais se levado em conta os problemas causados por outros adoçantes amplamente usados como o aspartame, por exemplo, que se tornou o grande vilão do meio alimentício nos últimos anos, tendo seu uso relacionado a graves doenças como depressão e até mesmo a morte.
Aprovado há pouco tempo pelos governos Americano e Europeu e já produzido em grande escala, o estévia já pode ser considerado uma sensação do mundo nutricional. Restou para o aspartame, a fama de vilão implacável apresentada por sites como o Dorway (em inglês), que o descreve como um dos grandes malefícios dessa geração. Para se ter uma ideia, em um dos mais recentes e populares artigos do site, que vem apoiado em um vídeo de mais de uma hora feito por um médico, o açúcar, a frutose e o aspartame são mencionados como venenos.
Embora ainda seja cedo para afirmar que o estévia é totalmente seguro, já existe um certo consenso de que seu uso é muito mais seguro do que seus concorrentes, que são em sua maioria sintéticos. Além disso, o fato de ser oriundo de uma fonte natural (e isso poder ser agregado à composição final no rótulo quando o produto for exposto), chama muito a atenção das empresas. Isso porque o simples fato de um produto conter a palavra “natural” torna-se muito mais atrativo para o consumidor, que ainda tem grande dificuldade para lidar com a palavra “artificial” quando utilizada para alimentos. Porém, não podemos nos esquecer de que, para que se torne um adoçante eficaz, a estévia também passa por uma série de processamentos, o que não faz dela um produto totalmente natural. Apenas sua matéria prima advém da planta.
Como adoçar seus alimentos?
Seja qual for sua escolha, adoçantes naturais e calóricos como o açúcar ou os processados e industrializados de baixa caloria como o próprio estévia, há maneiras de se aproveitar ao máximo e evitar danos ao corpo com o uso correto.
Açúcar
- Dissolva ao máximo quando for misturado a bebidas e observe se no fundo da jarra ou copo não restaram pequenos grãos sem que fossem totalmente dissolvidos. Se isso aconteceu, você com certeza utilizou mais açúcar que o necessário.
- Aproveite mais o açúcar presente naturalmente nos alimentos e evite adicionar mais doce onde ele já existe, como em achocolatados, por exemplo.
- Evite o açúcar refinado. Apesar de natural, seu uso é grandiosamente refutado por especialistas devido à grande quantidade de processamentos que o alimento passa e também à quantidade de doenças que ele pode causar (câncer e disfunções emocionais entram nessa lista)
Adoçantes
- Não abuse dos adoçantes. Mesmo sem calorias, em sua maioria, eles são sintéticos e há estudos que demonstram que o abuso no uso dessas substâncias provoca uma série de doenças.
- Conte as gotas para que o mínimo do produto seja utilizado.
- Prefira opções que sejam mais naturais como o estévia. Ainda que seja processado, seus malefícios serão menores do que outros já utilizados.
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