Polícia Civil resgata avó, adolescente e bebê de 15 dias mantidas em cativeiro em Franca

Denúncia anônima levou os investigadores até a casa onde as vítimas eram mantidas sob vigilância; caso tem ligação com investigação de homicídio
08/07/2026 às 08h11
 - Atualizado há 1 mês
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Foto: Reprodução PM

Uma mulher, a filha adolescente e a neta recém-nascida, de apenas 15 dias de vida, foram resgatadas pela Polícia Civil nesta terça-feira, 07, após serem mantidas em cárcere privado desde a manhã de segunda-feira, 06, em Franca (SP). O cativeiro funcionava em uma casa no bairro Jardim Aeroporto III e foi descoberto após uma denúncia anônima. Segundo a investigação, as vítimas tiveram os celulares roubados, foram levadas à força e permaneceram trancadas sob vigilância.

Durante a operação, o suspeito que fazia a segurança do imóvel tentou fugir ao perceber a chegada das equipes. Conforme a Polícia Civil, ele quebrou o próprio celular, pulou o muro da residência e ainda reagiu à abordagem, mas acabou alcançado e preso. Na vistoria do imóvel, os policiais localizaram as três vítimas em um pequeno quarto nos fundos da casa. De acordo com o delegado responsável pelo caso, o homem escondia o rosto e utilizava roupas escuras para impedir que fosse reconhecido sempre que levava água e comida às vítimas.

As investigações apontam que as vítimas são familiares de uma mulher investigada por envolvimento em um homicídio, que está desaparecida. Apesar dessa relação, a Polícia Civil mantém sob sigilo os detalhes do inquérito para não comprometer o andamento das apurações. A proprietária da casa onde funcionava o cativeiro já foi identificada, possui antecedentes criminais, mas ainda não havia sido localizada até a divulgação dessas informações. Já o homem preso alegou que estava no imóvel para vender botinas, versão que não convenceu os investigadores. Ele também possui passagens anteriores por tráfico de drogas.

O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e deve responder por crimes como sequestro, roubo dos celulares, falsa identidade, resistência, associação criminosa e fraude processual. A Polícia Civil continua investigando a motivação do sequestro e confirmou que o caso está diretamente ligado a um homicídio que aconteceu no mês passado. Além disso, os investigadores procuram uma possível quarta vítima, que, segundo as apurações, também teria sido sequestrada e ainda não foi encontrada.

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