EUA classificam PCC como maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental

Governo americano anuncia novas sanções contra brasileiros ligados ao grupo e reforça estratégia de combate ao crime organizado na América Latina
02/07/2026 às 08h29
 - Atualizado há 1 mês
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Foto: Reprodução Agencia BR

O governo dos Estados Unidos anunciou, na quarta-feira, 01, em Washington, que considera o Primeiro Comando da Capital (PCC) a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental. A avaliação foi divulgada em um documento do Departamento do Tesouro americano, que também oficializou sanções contra dois brasileiros e três empresas do Brasil por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção. Segundo as autoridades americanas, a medida faz parte da estratégia para combater o chamado “narcoterrorismo” e conter a expansão internacional do grupo.

De acordo com o governo dos EUA, o PCC ampliou sua atuação nos últimos anos e já mantém presença em diversos países, como Reino Unido, Turquia e Japão, além de representar uma ameaça crescente ao território americano. As sanções anunciadas são as primeiras desde que, em maio, o PCC e o Comando Vermelho (CV) passaram a ser classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas. Na ocasião, o governo americano afirmou que as facções comandam milhares de integrantes e são responsáveis por crimes violentos dentro e fora do Brasil.

A decisão faz parte de uma nova política externa do governo do presidente Donald Trump voltada para a América Latina. Documentos divulgados pela administração americana indicam que o país pretende ampliar a cooperação com nações da região no combate ao tráfico de drogas, à imigração ilegal e às organizações criminosas, mas também afirmam que os Estados Unidos poderão adotar ações diretas, inclusive militares, caso considerem que seus interesses de segurança estejam ameaçados. A estratégia também prevê o fortalecimento da presença militar e o aumento do controle sobre rotas utilizadas pelo crime organizado.

A classificação do PCC como organização terrorista gerou preocupação no governo brasileiro, que tentou impedir a adoção da medida. Especialistas avaliam que, embora a legislação brasileira já preveja punições severas para integrantes de facções criminosas, a decisão dos Estados Unidos amplia a pressão internacional sobre esses grupos e pode influenciar futuras ações de cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.

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