Polícia prende jovem acusado de matar o ex-padrasto em suposta vingança pela morte da mãe

Suspeito foi localizado pela Polícia Militar quase três meses após o crime; investigação aponta que vítima havia matado a mãe dele em 2016
26/06/2026 às 09h28
 - Atualizado há 1 mês
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Foto: Divulgação PC

Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, foi preso pela Polícia Militar nesta quinta-feira, 25, em Frutal, no Triângulo Mineiro, suspeito de matar o ex-padrasto, Rafael Garcia Pedroso. O crime aconteceu no dia 31 de março, em frente a uma unidade de saúde da cidade. Segundo a polícia, o jovem era considerado foragido e teve a prisão preventiva decretada após a conclusão do inquérito.

De acordo com a Polícia Militar, a prisão aconteceu depois que policiais, mesmo estando de folga, receberam informações sobre o paradeiro do suspeito no bairro Santos Dumont. Ao perceber a aproximação das equipes, Marcos tentou escapar pulando muros de imóveis vizinhos, mas acabou alcançado, detido e encaminhado à Polícia Civil. Até a última atualização do caso, a defesa do investigado não havia se manifestado oficialmente.

As investigações apontam que Rafael, o ex-padrasto, foi surpreendido enquanto aguardava a esposa em frente à Unidade Básica de Saúde Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte. Imagens de monitoramento mostram o momento em que ele é atingido por disparos pelas costas. Após analisar as provas, a Polícia Civil indiciou Marcos por homicídio e solicitou a conversão da prisão temporária em preventiva, medida que foi aceita pela Justiça.

O caso ganhou grande repercussão por causa da relação entre vítima e suspeito. Segundo a Polícia Civil, Rafael havia sido condenado pelo assassinato de Glauciane Cipriano, mãe de Marcos, morta a facadas em 2016 na frente do filho, que tinha apenas 9 anos. Rafael cumpria pena pelo crime e, desde janeiro deste ano, estava em prisão domiciliar após decisão judicial motivada pela falta de vagas no sistema prisional para o regime semiaberto.

A Polícia Civil continua os trabalhos para concluir a investigação e esclarecer todos os detalhes da execução. O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto o processo criminal seguirá com a análise das provas reunidas ao longo do inquérito.

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