Motorista investigado por atropelar casal se apresenta à polícia e fica em silêncio

Suspeito é ex-namorado da passageira da motocicleta e responde por tentativa de homicídio qualificado; defesa sustenta que houve um acidente
26/06/2026 às 08h50
 - Atualizado há 1 mês
Cópia de Cópia de POP (600 x 375 px) (1)
Foto: Reprodução

O motorista investigado por perseguir e atropelar um casal que estava em uma motocicleta se apresentou à Polícia Civil nesta quinta-feira, 25, em Patrocínio Paulista. Carlos Henrique de Lima da Silva, de 22 anos, compareceu à delegacia acompanhado de uma advogada, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. Ele responde por tentativa de homicídio qualificado. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado pelo fato de o suspeito ter descoberto que a ex-namorada, que estava na garupa da moto, havia iniciado um novo relacionamento.

As investigações apontam que o atropelamento aconteceu na madrugada da última segunda-feira, 22, poucas horas depois do investigado ir até a casa da ex-companheira para buscar objetos pessoais. De acordo com a Polícia Civil, nesse encontro ela também teria sido agredida. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o carro atinge a motocicleta na Avenida Diamante, no Centro da cidade, e deixa o local sem prestar socorro. O motociclista e a passageira ficaram feridos, foram levados à Santa Casa e não correm risco de morte. Após analisar as imagens, os investigadores passaram a tratar o caso como tentativa de homicídio qualificado, por entenderem que há indícios de perseguição antes da colisão.

Um novo elemento também passou a fazer parte do inquérito. Segundo a vítima, mensagens enviadas pela ex-sogra logo após o atropelamento foram entregues à Polícia Civil. De acordo com a jovem, o conteúdo será analisado para verificar se houve tentativa de influenciar o depoimento das vítimas. Nas conversas, a mulher pede que o casal não conte o que aconteceu às autoridades, sugere que ambos afirmem que apenas caíram da motocicleta e diz que faria o filho assumir os prejuízos provocados pela colisão.

A defesa de Carlos Henrique sustenta que o atropelamento foi um acidente de trânsito e nega que tenha existido uma perseguição. A advogada informou que solicitou perícias no veículo, no local da ocorrência e nas imagens de monitoramento para reforçar a versão apresentada pelo cliente. Segundo ela, o objetivo é demonstrar que o caso não configura tentativa de homicídio. Enquanto isso, a Polícia Civil segue reunindo provas, incluindo as novas mensagens, para concluir o inquérito e definir a responsabilidade dos envolvidos.

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio