Força-tarefa mira esquema milionário de lavagem de dinheiro em empresas de ônibus

Ação em São Paulo e Minas Gerais resultou em prisões, bloqueio de bens e afastamento de dirigentes investigados por ligação com o crime organizado
25/06/2026 às 09h29
 - Atualizado há 1 mês
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Foto: Divulgação PC

Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo cumpriu, nesta quinta-feira, 25, mandados judiciais contra suspeitos de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado por meio de empresas de transporte coletivo. A ação acontece em cidades do estado de São Paulo e Minas Gerais e já resultou na prisão de três pessoas, entre elas um vereador da capital paulista. As investigações apontam que empresas de ônibus teriam sido utilizadas para ocultar recursos provenientes de atividades criminosas e movimentar valores milionários.

Ao todo, foram expedidos 103 mandados de busca e apreensão, cumpridos por equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo os investigadores, a apuração ganhou força após o assassinato de um tesoureiro ligado à empresa investigada, ocorrido em 2020. A partir daí, foram reunidos indícios de que a concessionária era utilizada para movimentar recursos de uma organização criminosa e abastecer integrantes da facção.

As autoridades também identificaram a existência de um grupo que atuaria nos bastidores da empresa, tomando decisões estratégicas e controlando repasses financeiros. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o crescimento acelerado do patrimônio da concessionária, que teria ampliado seu capital de forma expressiva sem comprovação clara da origem dos recursos. A investigação ainda encontrou conexões com outras operações realizadas nos últimos anos que apuraram lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas.

Como parte das medidas determinadas pela Justiça, foram bloqueados cerca de R$ 194 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos e embarcações ligados aos investigados. Os diretores da empresa também foram afastados de suas funções, e a Justiça autorizou a adoção de medidas para garantir a continuidade do transporte público. A operação é considerada um dos maiores desdobramentos recentes do combate à infiltração do crime organizado no setor de transporte coletivo.

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