Polícia fecha fábrica ilegal de perfumes e apreende milhares de frascos falsificados

Homem de 23 anos foi preso em flagrante após investigação identificar produção irregular de fragrâncias sem autorização sanitária
14/05/2026 às 08h42
 - Atualizado há 4 meses
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Foto: Divulgação DISE

A Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina de perfumes nesta quarta-feira, dia 13, em um imóvel na Avenida Papa João XXIII, no bairro Nova Franca, em Franca. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) e terminou com a prisão em flagrante de um empresário de 23 anos. A ação aconteceu após denúncia anônima e monitoramento do setor de investigação, que apontaram funcionamento irregular do local e riscos à saúde pública.

Com mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, os policiais encontraram uma grande estrutura voltada à produção e distribuição dos perfumes. No imóvel foram apreendidos 3.600 frascos menores lacrados, 480 frascos grandes prontos para venda, 1.800 embalagens preparadas para postagem, além de centenas de recipientes vazios, galões de essências e produtos químicos utilizados na fabricação das fragrâncias.

Segundo a Polícia Civil, o local funcionava sem qualquer autorização legal ou sanitária. As investigações apontaram ausência de alvará de funcionamento, licença sanitária, autorização da Anvisa e responsável técnico habilitado para manipular os produtos químicos. Os agentes também constataram que o imóvel não possuía vistoria do Corpo de Bombeiros nem licença ambiental, o que aumentava o risco de acidentes, já que havia armazenamento de materiais inflamáveis.

De acordo com a DISE, os perfumes eram produzidos em condições consideradas inadequadas e poderiam representar perigo para consumidores. A polícia destacou ainda que o suspeito era o responsável direto pela operação clandestina e tinha controle total sobre a fabricação e distribuição dos produtos.

Após a prisão em flagrante, o homem foi encaminhado para a cadeia pública, onde permaneceu à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado para apurar a origem das matérias-primas, possível rede de distribuição e o alcance das vendas dos produtos falsificados.

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