Brasil tenta recuperar fósseis e peças históricas espalhadas por 14 países

Governo brasileiro intensifica ações para repatriar dinossauros e patrimônios retirados ilegalmente do país.
22/05/2026 às 11h51
 - Atualizado há 4 meses
Fosseis
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Brasil intensificou as negociações para recuperar fósseis de dinossauros e patrimônios culturais levados ilegalmente para o exterior. Atualmente, há pelo menos 20 processos de restituição em andamento envolvendo 14 países.

As ações são conduzidas pelo Ministério das Relações Exteriores, Ministério Público Federal, instituições científicas e pesquisadores brasileiros.

Entre os casos mais emblemáticos está o retorno do dinossauro Ubirajara jubatus, repatriado em 2023 após pressão internacional, e a negociação para trazer de volta ao Ceará o fóssil do Irritator challengeri, que estava na Alemanha desde 1991.

Especialistas classificam o problema como “colonialismo científico”, prática que prejudica a ciência brasileira ao retirar do país materiais valiosos para pesquisas e exposições.

Estudos apontam que grande parte dos fósseis encontrados na Bacia do Araripe acabou sendo enviada para museus estrangeiros sem retorno ao Brasil.

Pesquisadores afirmam que a repatriação fortalece a ciência nacional, amplia investimentos e valoriza a identidade cultural e histórica do país.

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