
Novo fundo protege pecuaristas e fortalece exportação da carne paulista

O Governo do Estado de São Paulo implementará o Fundo de Defesa da Sanidade Pecuária (Fundesa-PEC), uma medida estratégica para proteger produtores rurais de prejuízos causados por eventuais casos de febre aftosa e, ao mesmo tempo, fortalecer a posição da carne paulista no mercado internacional.
A partir de maio, a contribuição ao fundo passa a ser obrigatória e será vinculada à declaração semestral do rebanho. O valor estipulado para 2026 é de R$ 1 por animal, considerando bovinos e bubalinos registrados pelos produtores.
A criação do fundo ocorre em um cenário positivo para o estado, que está há 30 anos sem registros da doença e, desde 2024, teve a vacinação suspensa após reconhecimento do Ministério da Agricultura e Pecuária como área livre de febre aftosa sem vacinação. Esse status é essencial para a abertura de mercados exigentes, como Japão e Coreia do Sul, que valorizam rigor sanitário.
Com o fim da vacinação, o Fundesa-PEC passa a funcionar como uma espécie de seguro sanitário. Em caso de surtos, o fundo garantirá indenização aos pecuaristas que tiverem animais sacrificados por determinação das autoridades, reduzindo impactos econômicos e assegurando resposta rápida a emergências.
Além de proteger o produtor, a medida contribui para a competitividade do agronegócio paulista. A ausência de vacinação reduz custos operacionais e agrega valor à carne no exterior, já que mercados internacionais tendem a pagar mais por produtos oriundos de áreas com alto controle sanitário.
Segundo o governo estadual, o fundo também reforça a segurança alimentar e a sustentabilidade do setor, ao criar uma estrutura permanente de proteção e vigilância sanitária, mantendo São Paulo em posição de destaque no cenário global da produção de carne.
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