Novo fundo garante indenização a pecuaristas e fortalece exportação de carne

Medida no São Paulo cria resposta rápida contra febre aftosa e amplia competitividade do agro no mercado internacional
01/04/2026 às 15h23
 - Atualizado há 7 meses
BOI
Fundo traz vantagem competitiva a São Paulo no cenário internacional — Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Os pecuaristas paulistas passam a contar, a partir de maio, com uma nova ferramenta de segurança financeira e sanitária. O Governo do São Paulo implementará o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), criado para garantir indenizações em casos de emergências como a febre aftosa.

Na prática, o fundo funciona como uma espécie de “seguro” para os produtores. Em situações de suspeita ou confirmação da doença, quando há necessidade de abate sanitário para conter o avanço do vírus, os pecuaristas serão ressarcidos integralmente pelo valor dos animais.

A iniciativa surge em um momento estratégico, após o reconhecimento do estado como área livre de febre aftosa sem vacinação, status considerado essencial para manter e ampliar o acesso a mercados internacionais mais exigentes.

Segundo a Secretaria de Agricultura, o fundo será abastecido por contribuições dos próprios produtores, calculadas com base no número de animais do rebanho. Para 2026, o valor estimado é de R$ 1,06 por cabeça, cobrado durante a atualização cadastral obrigatória realizada duas vezes ao ano.

Além de proteger financeiramente o produtor, o mecanismo fortalece a capacidade de resposta rápida diante de possíveis focos da doença, evitando prejuízos maiores e garantindo a manutenção do status sanitário.

O impacto vai além das fazendas. O desempenho do agronegócio paulista já mostra a relevância do setor: no primeiro bimestre do ano, o estado registrou superávit de US$ 2,79 bilhões, com destaque para a cadeia de carnes, responsável por 16,6% das exportações.

Com a criação do fundo, o estado busca não apenas minimizar riscos internos, mas também consolidar sua posição no mercado global, onde a sanidade animal é um dos principais critérios para a valorização da carne.

A expectativa é que a medida aumente a confiança internacional e assegure maior estabilidade para um dos setores mais importantes da economia paulista.

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