
Professores anunciam paralisação após impasse e cobram negociação com a Prefeitura de Uberaba

A greve dos professores da rede municipal de ensino de Uberaba foi confirmada para começar nesta sexta-feira (27), após impasse nas negociações salariais com a Prefeitura. As informações foram detalhadas pela presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação, Thais Vila, em entrevista ao Jornal da Rede Zebu FM.
Inicialmente prevista para quinta-feira (26), a paralisação foi adiada para cumprir o prazo legal de 48 horas entre a notificação oficial ao Executivo e o início do movimento. Segundo a representante da categoria, a decisão foi tomada em assembleia considerada uma das mais expressivas dos últimos meses.
Falta de diálogo
Durante a entrevista, Thais Vila afirmou que o principal entrave para evitar a greve foi a ausência de avanço nas negociações. A proposta apresentada pela Prefeitura, de reajuste de 5,4%, foi rejeitada pelos professores, que defendem a recomposição salarial com base na inflação e melhorias no vale-alimentação. “Uma coisa é apresentar uma proposta, outra é não abrir espaço para negociação após a negativa da categoria”, destacou.
Divergência de números
Outro ponto abordado na entrevista foi a divergência sobre os impactos financeiros das reivindicações. Segundo a presidente do sindicato, os valores apresentados pela gestão municipal não condizem com os dados discutidos nas reuniões.
Ela também criticou a tentativa da Secretaria de Educação de acessar documentos da assembleia, reforçando que o espaço é soberano e protegido.
Expectativa de adesão
A presidente do sindicato afirmou que a adesão ao movimento deve ser significativa, embora reconheça desafios como o receio de corte de ponto e a realidade de professores que acumulam jornadas de trabalho.
A estimativa inicial varia entre 20% e 50% da categoria, o que já pode impactar o funcionamento de diversas escolas.
Mobilização e impacto
A greve terá início com um ato em frente ao centro administrativo, reunindo professores e apoiadores. Segundo o sindicato, o movimento é uma medida extrema diante da falta de respostas. “Se chegamos à greve, é porque precisamos desse instrumento. Contamos com o apoio da comunidade escolar”, afirmou Thais Vila durante a entrevista.
A paralisação deve afetar diretamente a rotina de alunos e famílias, enquanto a categoria aguarda uma reabertura do diálogo com o Executivo municipal.
Confira a entrevista completa:
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