
Café recua nas bolsas com pressão de custos e expectativa pela nova safra

O mercado do café encerrou a quarta-feira (25) em queda nas principais bolsas internacionais, refletindo a combinação de custos mais altos no campo e a proximidade da colheita no Brasil, maior produtor mundial.
Na bolsa de Nova York, o café arábica registrou desvalorização nos principais contratos. O vencimento maio/26 fechou cotado a 316,10 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 1,75 pontos. Já os contratos para julho e setembro também apresentaram desempenho fraco, indicando cautela por parte dos investidores.
Em Londres, o robusta seguiu a mesma tendência. O contrato maio/26 terminou o dia a US$ 3.629 por tonelada, em queda, enquanto os vencimentos seguintes também recuaram, acompanhando o movimento global de ajuste.
A pressão sobre os preços está diretamente ligada ao cenário interno do Brasil. Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o aumento no custo do diesel tem preocupado produtores, especialmente neste período de pré-colheita, quando cresce a necessidade de uso de máquinas e transporte.
Com o combustível mais caro, os custos operacionais aumentam e reduzem as margens, o que pode influenciar o ritmo de comercialização. Ao mesmo tempo, a aproximação da safra eleva a expectativa de maior oferta, fator que também contribui para a pressão negativa nos preços.
Diante desse cenário, produtores enfrentam um momento de atenção redobrada, equilibrando decisões de venda em meio à combinação de custos elevados e oscilações no mercado internacional.
A tendência, no curto prazo, é de que os preços continuem sensíveis tanto ao andamento da colheita quanto às condições logísticas e econômicas, mantendo o mercado em ritmo de cautela.
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