Arte que percorre estradas: Circuito Sesc leva espetáculos, oficinas e encontros culturais a 12 cidades da região

Programação gratuita acontece entre 21 de março e 26 de abril e chega a municípios da região de Franca e Ribeirão Preto com dança, teatro, música, oficinas e passeios guiados que aproximam a população da produção artística.
06/03/2026 às 16h18
 - Atualizado há 8 meses
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Camila Machado, gerente do Sesc Franca e Mauro César Jensen, gerente do Sesc Ribeirão Preto marcaram presença no Lançamento do Circuito Sesc de Artes 2026

A arte vai ganhar as ruas, praças e espaços públicos da região nas próximas semanas. Entre os dias 21 de março e 26 de abril, a 18ª edição do Circuito Sesc de Artes 2026 percorrerá 12 cidades das regiões de Franca e Ribeirão Preto, levando uma programação cultural gratuita e aberta a todos os públicos.

O projeto, realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), tem como proposta ampliar o acesso à arte e à cultura em municípios que não possuem uma unidade física da instituição. A programação reúne espetáculos de dança, teatro, circo, música, atividades literárias, oficinas e experiências interativas, além de uma novidade nesta edição: passeios de Turismo Social, que convidam o público a redescobrir a história e as características de cada cidade visitada.

Segundo Mauro César Jensen, gerente do Sesc Ribeirão Preto, o circuito tem um papel transformador ao aproximar comunidades da experiência artística. “Esse tipo de ação é transformadora. O Sesc nos transforma internamente. Eu tenho 40 anos de instituição e vejo o quanto isso melhora a gente como ser humano. Tenho certeza de que o Circuito Sesc de Artes leva essa possibilidade de transformação, encantamento e sensibilização para cidades que não têm uma unidade do Sesc”, afirma.

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Expansão cultural na região

A criação do Sesc Franca também ampliou o alcance do circuito. Antes da nova unidade, toda a região era atendida pelo Sesc de Ribeirão Preto, que precisava selecionar apenas alguns municípios para receber o evento. Agora, com a divisão das áreas de atuação, o número de cidades contempladas aumentou.

De acordo com Camila Machado, gerente do Sesc Franca, essa expansão representa um ganho significativo para a circulação cultural no interior paulista. “Antes, 49 cidades eram responsabilidade do Sesc Ribeirão Preto e apenas seis recebiam o circuito. Com a chegada de Franca, houve uma divisão dessa região e hoje conseguimos atuar em 12 municípios, o que amplia muito o acesso à cultura”, explica.

O evento passará por cidades das duas regiões.

Região de Franca:

  • Guaíra
  • Guará
  • Batatais
  • Morro Agudo
  • Igarapava
  • Ituverava
  • Pedregulho

Região de Ribeirão Preto:

  • Barretos
  • Cajuru
  • Altinópolis
  • Jaboticabal
  • Sertãozinho

Cada cidade recebe o circuito em um único dia, geralmente em praças públicas, permitindo que moradores participem livremente das atividades ao longo de uma tarde.

Dois roteiros de atividades

Para atender todas as cidades, o circuito será dividido em dois roteiros culturais, cada um com atrações diferentes.

Roteiro 1

Passará por Guaíra, Guará, Barretos, Batatais, Cajuru, Altinópolis, Morro Agudo e Igarapava.

Entre as atividades estão:

  • Cultura Sonora no Vinil, com DJ Cláudia Parra
  • Fênix – Onde Nascem os Sonhos, espetáculo da Passin Cia. de Dança
  • Oficina de Passinho, com a mesma companhia
  • Multitudes, performance de Daniel Paschoalin
  • Poesia Animal, da Cia. Canta Circo & Teatro
  • Pegadas no Tempo: A Vida com os Dinossauros, da Cia. Koi
  • 80 anos de história: Um Sesc pra chamar de seu
  • Corteja Paulo Freire, com a Cia do Tijolo

Roteiro 2

Será realizado em Ituverava, Pedregulho, Jaboticabal e Sertãozinho.

A programação inclui:

  • Bonecos de Cabaça com Grafismos Guarani, com Cia Bambuzal e Araju Ara Poty Xondaria Mbaraete
  • Histórias que Abraçam – Avosidade, com Cia Coletivo Oba’Zazá
  • Discotecagem com DJ Mari
  • Poções Mágicas, com Aqua Bienta
  • Nós da Terra – Teatro Lambe-Lambe, com Cia A Ditacuja
  • Quimbará toca música cubana e salsa
  • Oficina de Perna de Pau, com Trupe Baião de 2
  • Pernaltas, com Trupe Barão de 2

Cultura que ocupa a praça

A proposta do circuito é simples, levar arte para onde as pessoas estão. Por isso, a maioria das atividades ocorre em praças públicas, criando um ambiente aberto e acolhedor para famílias, jovens e crianças. “É um dos projetos mais bonitos realizados pelo Sesc. A gente leva para as cidades um pouco do que acontece dentro das unidades, espetáculos, oficinas, experiências artísticas e isso cria encontros muito especiais com a comunidade”, destaca Camila Machado.

Segundo ela, o circuito também revela momentos de encantamento para quem não tem contato frequente com atividades culturais. “É muito bonito ver pessoas que não têm isso na rotina se emocionando com um espetáculo de circo ou experimentando um óculos de realidade virtual. É a chance de expandir esse encantamento para toda a região.”

Nova experiência: Turismo Social

Uma das novidades desta edição será o Turismo Social, com passeios a pé guiados de aproximadamente duas horas. Durante as caminhadas, guias locais apresentarão histórias, curiosidades, patrimônios culturais e características das cidades, ampliando a conexão entre arte, território e memória.

Portas abertas para a cultura

Além de divulgar o circuito, o Sesc também reforça o convite para a população conhecer a unidade de Franca. Inaugurado recentemente, o espaço possui mais de 35 mil metros quadrados, com áreas dedicadas a esporte, lazer, cultura e convivência.

A unidade é aberta ao público e não exige credencial para entrada. “Qualquer pessoa pode chegar e aproveitar os espaços. Quem trabalha no comércio pode fazer a credencial plena e ter acesso a ainda mais serviços”, explica Camila.

Como participar

Todas as atividades do Circuito Sesc de Artes 2026 são gratuitas e abertas ao público. Para saber a data específica em cada cidade e a programação completa, os interessados podem consultar o site oficial do evento.

Mais do que uma série de apresentações, o circuito se consolida como um movimento de circulação cultural, capaz de conectar artistas, comunidades e territórios e de provar que a arte pode transformar, emocionar e aproximar pessoas, mesmo quando chega em uma simples tarde de praça.

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