Nova tarifa dos EUA começa a valer e muda cenário para exportações brasileiras

Medida de 15% entra em vigor após decisão da Suprema Corte e traz alívio para produtos estratégicos do Brasil
24/02/2026 às 08h49
 - Atualizado há 6 meses
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Foto: Agencia BR

A nova tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos Estados Unidos passa a valer nesta terça-feira, 24, após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte do pacote anterior criado pelo presidente Donald Trump. A mudança atinge diversos países, inclusive o Brasil, mas mantém uma ampla lista de produtos isentos da cobrança.

A partir de 00h01, no horário de Washington, duas alterações entraram em vigor. A primeira anula tarifas aplicadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. A segunda estabelece a nova taxa de 15%, criada com fundamento na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo americano impor uma tarifa temporária por até 150 dias sem aval imediato do Congresso.

Para o Brasil, a decisão representa uma reviravolta. Caem duas cobranças que estavam em vigor: a tarifa recíproca de 10%, anunciada em abril do ano passado, e a sobretaxa de 40% aplicada a uma série de produtos brasileiros após comunicação oficial enviada ao governo federal em 2025.

Apesar da nova alíquota global, itens estratégicos da pauta brasileira ficaram de fora da cobrança. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves estão entre os produtos isentos.

Na prática, seguem livres da tarifa petróleo bruto, óleo combustível e querosene de aviação. No setor agroindustrial, entram na lista carne bovina, café em diferentes versões, suco de laranja, fertilizantes e cacau. A indústria aeronáutica também foi preservada, incluindo aviões civis, motores e peças. Produtos ligados à mineração, como alumina e ferro-ligas, além de semicondutores e equipamentos eletrônicos específicos, também ficaram de fora.

As isenções não se restringem ao Brasil. Mercadorias do Canadá e do México que atendem às regras do Acordo Estados Unidos-México-Canadá seguem com tarifa zerada, assim como têxteis de países que integram o CAFTA-DR.

O novo cenário redesenha temporariamente o comércio exterior com os Estados Unidos e pode influenciar preços, competitividade e negociações diplomáticas nos próximos meses.

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