
Da resistência à liberdade: cantora transforma relação com o cabelo após diagnóstico

Conviver com a queda de cabelo deixou de ser um tabu para Maiara. A cantora, que faz dupla com Maraisa, tem lidado com a alopecia androgenética, condição genética que provoca a perda progressiva dos fios, e encontrou nas laces uma forma de recuperar a autoestima e a liberdade de se expressar nos palcos.
Segundo o especialista Carlos Cirqueira, responsável pela confecção das peças usadas pela artista, Maiara possui atualmente cerca de 30 laces, utilizadas tanto em shows quanto em compromissos profissionais. O número reflete não apenas a rotina intensa da cantora, mas também a mudança de percepção sobre o uso das perucas, antes rejeitadas por ela.
De acordo com o profissional, cada artista adota soluções diferentes conforme a necessidade e o resultado estético desejado. Enquanto Maiara opta por laces completas, que cobrem toda a área da cabeça, Maraisa prefere topos capilares, usados para preencher o couro cabeludo e combinados com extensões.
O processo de produção varia conforme o tipo da peça. As laces completas exigem um trabalho manual detalhado e prolongado. “Uma pode levar de cinco a seis meses, porque é feita em toda a área da cabeça e implantada fio a fio, um por um”, explicou Cirqueira. Já modelos como a front lace têm prazo menor, entre um e dois meses. Os valores acompanham a complexidade, variando de R$ 7 mil a R$ 30 mil.
Carlos contou ainda que conheceu Maiara em 2021, quando a cantora ainda resistia à ideia de usar perucas. A virada aconteceu em 2023, após quedas mais acentuadas dos fios, agravadas pela condição genética e pelo histórico de químicas e extensões capilares.
Hoje, ao falar abertamente sobre a alopecia, Maiara ajuda a ampliar o debate sobre saúde capilar, estética e autoestima, mostrando que o uso de laces vai além da aparência: é também uma ferramenta de confiança e autonomia.
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