Caso do sargento de Franca morto em quartel em SP avança na Justiça

Ministério Público Militar acusa policiais por homicídio qualificado; caso envolveu discussão sobre escala de plantão e segue sob sigilo
12/02/2026 às 10h03
 - Atualizado há 7 meses
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Foto: Reprodução | Redes Sociais

O Ministério Público Militar denunciou à Justiça Militar um capitão e um cabo da Polícia Militar pela morte do sargento francano Rullian Ricardo da Silva, ocorrida em 2023 dentro de um alojamento da corporação. Eles são acusados de homicídio qualificado, por supostamente dificultar a defesa da vítima e agir valendo-se da função, além de fraude processual. A denúncia foi apresentada no fim de janeiro e ainda aguarda análise do Tribunal de Justiça Militar. O processo corre sob sigilo.

De acordo com a investigação, o sargento foi baleado após uma discussão sobre mudança na escala de plantão durante o feriado da Páscoa. Rullian teria sido informado de última hora que precisaria assumir serviço no fim de semana, mesmo estando de folga e com planos de visitar a família. No dia 6 de abril, dentro do quartel, houve o confronto. Na ocasião, o comando da PM informou que o capitão teria atirado após o sargento Rullian sacar uma arma. O cabo, que era motorista do oficial, também efetuou um disparo.

Rullian foi atingido no pescoço e no tórax e morreu ainda no alojamento. As armas dos três policiais foram apreendidas. Imagens da câmera corporal do agente que atendeu a ocorrência registraram o capitão relatando que a vítima teria agido de forma exaltada. As gravações também mostram Rullian já ferido, deitado em uma cama de beliche, com um revólver sob a coberta.

A defesa do capitão informou que só irá se manifestar após decisão da Justiça. O advogado do cabo afirmou ter recebido a denúncia com surpresa e sustenta que o policial agiu de forma legítima, reforçando que ele é inocente. Já a representante da família do sargento Rullian declarou que o oferecimento da denúncia era esperado diante das provas reunidas e classificou o episódio como um grave abuso.

Rullian tinha 17 anos de carreira na corporação e havia sido promovido a sargento um ano antes da morte. Colegas e familiares relatam que ele demonstrava insatisfação com a organização das escalas de trabalho. O caso segue agora sob análise da Justiça Militar, que decidirá se os acusados se tornarão réus e responderão a processo criminal.

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