
Café despenca quase 5% em Nova York e amplia pressão sobre produtores

O café arábica registrou forte queda nesta terça-feira (17) no mercado internacional. Por volta das 13h20 (horário de Brasília), os principais contratos negociados na Bolsa de Nova York acumulavam perdas entre 4,3% e 4,6%. O vencimento março era cotado a 286,25 cents de dólar por libra-peso, enquanto julho recuava para 281,30 cents.
A pressão sobre os preços está ligada, principalmente, às boas projeções para a nova safra brasileira. Apesar das irregularidades climáticas ainda presentes em parte das principais regiões produtoras, as expectativas apontam para um ciclo mais positivo na oferta do Brasil, o que aumenta a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado global.
Commodities em queda
O movimento do café acompanha um cenário mais amplo de perdas nas commodities, especialmente as agrícolas. Entre os destaques na contramão estão o açúcar, também negociado em Nova York, e a soja, na Bolsa de Chicago, que operaram em alta.
Outro fator monitorado pelos investidores é o comportamento do dólar. Nesta terça, o índice da moeda americana avançava cerca de 0,5% frente a uma cesta de outras divisas, o que tende a pressionar ainda mais os preços das commodities.
Demanda reage aos preços altos
Embora a demanda por café continue considerada firme, já há sinais de leve ajuste após os patamares elevados registrados nos últimos meses. Analistas avaliam que o mercado segue volátil e que esse cenário deve persistir ao longo da semana.
No Brasil, a semana encurtada pelo Carnaval mantém os negócios travados, com pouca evolução nas negociações internas nos próximos dias.
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