Trump anuncia captura de Nicolás Maduro após operação militar dos EUA na Venezuela

Ataque surpresa sacode o continente e coloca liderança venezuelana no centro da crise
03/01/2026 às 12h16
 - Atualizado há 7 meses

Uma ofensiva militar de grandes proporções elevou a tensão na América Latina na madrugada deste sábado (3). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças norte-americanas realizaram um ataque surpresa na Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores.

O anúncio ocorreu após uma noite marcada por explosões em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. Infraestruturas estratégicas foram atingidas, entre elas o Forte Tiuna complexo militar que abriga o Ministério da Defesa e a base aérea de La Carlota. Imagens divulgadas pela agência Reuters mostram fumaça próxima ao aeroporto de La Carlota, em meio às explosões.

Segundo o governo dos EUA, a ação foi resultado de um período de intensa pressão militar. Autoridades venezuelanas confirmaram os ataques, mas não divulgaram números oficiais de mortos ou feridos. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o paradeiro de Maduro e da esposa é desconhecido e exigiu que os Estados Unidos apresentem provas de vida do casal. Ela também relatou mortes de militares e civis em diferentes pontos atingidos, sem detalhar números.

Diante do agravamento do cenário, a Venezuela solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Em carta enviada ao presidente do Conselho, o embaixador da Somália Abukar Dahir Osman, e ao secretário-geral António Guterres, o governo classificou a ofensiva como “atos de agressão” dos Estados Unidos.

Fontes da Casa Branca informaram que Trump autorizou a operação há alguns dias, após meses de reforço da presença militar norte-americana no litoral venezuelano e de pressões para que Maduro deixasse o poder. Em entrevista ao The New York Times, concedida a partir de Mar-a-Lago, na Flórida, Trump definiu a ação como “uma operação brilhante”, destacando o planejamento e o envolvimento de tropas altamente treinadas.

Operação de forças especiais

Analistas militares avaliam que a ofensiva teve características de uma operação de forças especiais, voltada à captura do líder venezuelano, e não de uma invasão com objetivo de ocupação territorial. A ação ocorreu por volta das 2h no horário local (3h em Brasília) e é comparada, em escala, à operação que resultou na morte de Osama bin Laden em 2011.

A estratégia teria combinado bombardeios aéreos contra bases militares, aeroportos e portos, com incursões terrestres de unidades de infantaria leve e comandos especiais. O transporte das tropas teria sido feito por helicópteros Chinook, escoltados por caças e helicópteros de ataque, a partir de navios posicionados no Caribe, como o porta-helicópteros Iwo Jima e o grupo de combate do porta-aviões Gerald Ford.

Repercussão internacional

A ofensiva provocou reações imediatas de líderes mundiais. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou a ação em publicação nas redes sociais, afirmando que os bombardeios e a captura do presidente venezuelano representam uma afronta à soberania do país e um precedente perigoso para a comunidade internacional.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou apoio a uma transição pacífica e democrática na Venezuela, destacando a necessidade de respeito ao direito internacional. Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que seu país não participou da operação e preferiu cautela ao comentar o anúncio feito por Trump.

Na América do Sul, a Colômbia reforçou a segurança na fronteira, temendo um fluxo intenso de refugiados. O presidente Gustavo Petro afirmou que a força pública e a rede assistencial estão em alerta. Em sentido oposto, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou publicamente a captura de Maduro, celebrando o que chamou de avanço da liberdade.

Condenação de aliados de Caracas

Países aliados do governo venezuelano reagiram com duras críticas. A Rússia classificou a ação como “agressão armada” e pediu contenção para evitar nova escalada do conflito. A China alertou seus cidadãos para que não viajem à Venezuela. Cuba denunciou o que chamou de “terrorismo de Estado”, enquanto o Irã condenou a operação e solicitou uma atuação imediata do Conselho de Segurança da ONU para interromper o que considera uma agressão ilegal.

O cenário permanece instável, com desdobramentos aguardados nas próximas horas e atenção redobrada da comunidade internacional.

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