
Gabigol adota discurso pé no chão ao falar em Seleção e foca retomada no clube que o revelou

Apresentado oficialmente como um dos principais reforços do Santos para a temporada, Gabigol preferiu adotar um tom cauteloso ao falar sobre um possível retorno à Seleção Brasileira. Apesar do otimismo da diretoria, o atacante reconheceu que, neste momento, seu desempenho ainda não o credencia para uma convocação.
Durante a apresentação, o presidente do clube, Marcelo Teixeira, afirmou que um dos objetivos do Santos é ajudar o camisa 9 a voltar ao radar da Seleção e disputar a Copa do Mundo de 2026. Gabigol, no entanto, tratou o tema com sinceridade. “É um sonho estar na Seleção, sempre vai ser. Mas acredito que meu momento hoje não condiz com isso. Não é impossível, mas agora minha Seleção é o Santos”, afirmou o atacante.
Foco no Santos e apoio a Neymar
De volta ao clube que o revelou, Gabigol destacou que encara o retorno como um processo de reconstrução. Segundo ele, o momento é de pensar passo a passo, priorizando o desempenho dentro do clube. “Talvez eu precise mais do Santos do que o Santos de mim”, disse.
O jogador também ressaltou a importância da parceria com Neymar, com quem volta a dividir o vestiário após anos. “A gente está aqui para ajudar o Neymar a estar muito bem, dentro e fora de campo. Ele é meu ídolo e também um amigo. Queremos que ele esteja 100%, porque o Brasil precisa dele na Copa”, destacou.
Expectativa para a temporada
Gabigol analisou o elenco santista e afirmou que o clube vive um momento de evolução em relação à última temporada. Ele citou a juventude do grupo, a qualidade técnica e o trabalho do treinador Juan Pablo Vojvoda como fatores importantes para o crescimento ao longo do ano. “O Santos precisa estar sempre brigando por títulos. Não dá para prometer conquistas, mas temos que estar perto no Brasileiro, na Sul-Americana, na Copa do Brasil e no Paulista”, afirmou.
Números que sustentam a esperança
Formado nas categorias de base do Peixe, Gabigol é o quinto maior artilheiro do clube no século XXI, com 84 gols em 210 partidas. Ele fica atrás apenas de Neymar, Robinho, Ricardo Oliveira e Kléber Pereira.
Em 2018, deixou o clube como artilheiro da Série A, com 27 gols, e passou sete temporadas longe do Santos mantendo média próxima ou superior a 0,5 gol por jogo. Ao todo, soma 174 gols em 24,7 mil minutos, com média de um gol a cada 174 minutos, números que alimentam a expectativa da torcida para a nova fase.
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