Picadas silenciosas colocam serviços de saúde em atenção máxima

Escorpiões lideram acidentes com animais peçonhentos em Uberaba e acendem sinal de alerta para prevenção e atendimento rápido
29/12/2025 às 13h09
 - Atualizado há 8 meses

As picadas de escorpião seguem como a principal causa de acidentes envolvendo animais peçonhentos em Uberaba, superando ocorrências com serpentes, aranhas e outros animais venenosos. Dados do Ministério da Saúde de Minas Gerais mostram que a maioria dos atendimentos registrados no município está relacionada a esse tipo de incidente, que ocorre, em grande parte, dentro de residências.

O levantamento aponta que mãos, pés e dedos são as regiões do corpo mais atingidas, o que reforça a relação direta entre os acidentes e atividades rotineiras, como limpeza de quintais, manuseio de entulhos, calçados e roupas guardadas por longos períodos. Dedo da mão, mão e pé aparecem no topo da lista de áreas mais afetadas.

Somente neste ano, 345 notificações de acidentes com animais peçonhentos foram registradas em Uberaba, colocando o município entre os que concentram maior volume de casos na macrorregião do Triângulo Sul. Os números consideram apenas os registros oficiais encaminhados às autoridades de saúde.

Apesar do cenário preocupante, a região dispõe de estrutura adequada para o atendimento. A macrorregião de Uberaba conta com unidade de referência para aplicação do soro antiescorpiônico, essencial nos casos moderados e graves, principalmente quando envolvem crianças, idosos ou pessoas com comorbidades. No município, o atendimento de referência é realizado no HC-UFTM, integrante da rede estadual preparada para o manejo desses acidentes.

Especialistas explicam que o aumento dos casos está ligado a fatores como o crescimento urbano desordenado, o descarte irregular de lixo, a presença de baratas, principal fonte de alimento dos escorpiões e as condições climáticas, especialmente períodos de calor e chuva, que favorecem a proliferação do animal.

Em caso de picada, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e evitar qualquer tipo de medida caseira. A avaliação rápida é fundamental para identificar a gravidade do quadro e a necessidade do uso do soro, reduzindo o risco de complicações.

As autoridades de saúde reforçam que a prevenção ainda é a principal aliada no combate aos acidentes. Medidas simples, como vedar ralos, manter quintais limpos, evitar acúmulo de entulho e sacudir roupas e calçados antes do uso, fazem a diferença. Mesmo com atendimento especializado disponível, reduzir os fatores de risco dentro das residências e áreas urbanas é essencial para conter o avanço das ocorrências.

Fonte: JM Online

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