Pegadas que viraram história na maior corrida do país

Brasileiros e portuguesa eternizam marcas no Hall da Fama da São Silvestre, em São Paulo
30/12/2025 às 13h23
 - Atualizado há 7 meses

Na contagem regressiva para a centésima edição da mais tradicional corrida de rua do Brasil, três nomes que ajudaram a escrever a história da São Silvestre ganharam um lugar definitivo na memória do esporte. Os atletas Rosa Mota, de Portugal, e os brasileiros Marilson dos Santos e Carmen de Oliveira tiveram, nesta sexta-feira (29), as marcas de seus pés eternizadas no Hall da Fama da prova.

A cerimônia foi realizada durante a Expo São Silvestre, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, reunindo atletas, organizadores e admiradores da corrida que, há cem anos, transforma as ruas em palco de superação e festa popular.

As placas com as impressões dos pés dos três homenageados passam a integrar o acervo oficial da prova e se juntam à do queniano Paul Tergat, maior vencedor da São Silvestre entre os homens, com cinco títulos. Tergat inaugurou o Hall da Fama em agosto deste ano, marco simbólico da edição histórica da corrida.

Maior vencedora da São Silvestre, com seis títulos consecutivos entre 1981 e 1986, a portuguesa Rosa Mota não escondeu a emoção ao relembrar sua relação com a prova.
“Fico muito orgulhosa por fazer parte desta história. O primeiro ano que vim à São Silvestre, gostei tanto, fui tão acarinhada… Era uma festa muito grande na rua. Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”, afirmou.

Primeira brasileira a vencer a São Silvestre após a abertura para atletas estrangeiros, Carmen de Oliveira também celebrou o reconhecimento. Para ela, o momento simboliza muito mais do que um prêmio individual.
“Estou aqui curtindo esses mimos que uma prova desse nível pode oferecer. Hoje são mais de 55 mil pessoas correndo. Rever amigos e viver tudo isso, para mim, já é um prêmio”, disse.

Já Marilson dos Santos, o brasileiro com mais vitórias na era internacional da prova, campeão em 2003, 2005 e 2010, destacou o peso simbólico da São Silvestre no imaginário esportivo do país. “É a maior prova que a gente tem no Brasil, a mais popular. Todo mundo que começa a correr sonha em disputar a São Silvestre. É muito gratificante ter feito parte dessa história”, declarou.

A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre acontece na manhã da próxima quarta-feira (31) e promete números históricos: mais de 55 mil inscritos, um novo recorde de participação. Enquanto milhares de corredores se preparam para largar, as pegadas deixadas por grandes campeões seguem como prova de que algumas passagens pelo asfalto são eternas.

Fonte: Agência Brasil

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio