Motorista que fugiu após acidente na Cândido Portinari segue desaparecido uma semana depois

Tio continua internado e sobrinho já recebeu alta; vítima desabafa sobre sensação de impunidade e cobra justiça
15/09/2025 às 11h02
 - Atualizado há 1 ano
A imagem, registrada por uma câmera de segurança à noite, mostra um trecho iluminado da Rodovia Cândido Portinari. No canto esquerdo, aparecem faróis de um carro em movimento. À frente, mais ao centro, é possível ver a motocicleta atingida e as vítimas sendo arremessadas ao chão no momento do acidente. A via tem faixas de acesso e está cercada por grades de proteção.
Câmera de segurança flagrou o momento em que carro atinge moto na Cândido Portinari, em Franca; motorista fugiu sem prestar socorro — Foto: Reprodução/Câmera de Segurança

Nesta segunda-feira, 15, completa-se uma semana do acidente na Rodovia Cândido Portinari, em Franca (SP), em que um motorista fugiu após atingir uma moto com duas pessoas na madrugada do último dia 8. As vítimas, tio e sobrinho de 55 e 19 anos, ficaram feridas — o jovem já recebeu alta, mas o tio segue internado. O responsável pelo carro ainda não foi encontrado.

Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que o carro atinge a motocicleta e, em seguida, foge em alta velocidade, sem prestar socorro. O impacto arremessou as vítimas ao chão. A Polícia Civil investiga o caso e utiliza as imagens para tentar identificar o motorista.

Em entrevista ao Jornal da Rede, na Zebu FM, o piloto da moto, Jamil Alves, de 55 anos, relatou como tudo aconteceu. Ele havia saído de casa para buscar o sobrinho, que estava em seu segundo dia no primeiro emprego. No trajeto, foram atingidos. “Com o impacto, tive fratura exposta no fêmur e precisei passar por cirurgia. Meu sobrinho teve escoriações e já está em casa, mas eu continuo internado e hoje passo por outro procedimento”, contou.

O motociclista afirmou que a fuga do motorista trouxe indignação. “É horrível ver as imagens e perceber que a pessoa não fez questão nenhuma de desviar, simplesmente bateu e foi embora como se nada tivesse acontecido. Isso dá uma sensação de impunidade muito grande”, desabafou.

Apesar do sofrimento, Jamil reforçou o desejo de justiça. “Espero que localizem o motorista para que ele dê a versão dele. Eu sou trabalhador, pai de família. Meu sobrinho estava começando a vida profissional. Graças a Deus estamos vivos, mas é preciso ter mais responsabilidade no trânsito”, completou.

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