Júri de acusado de feminicídio de Maria de Fátima é marcado um ano após o crime em Igarapava

Cléber Balduíno de Oliveira será julgado no dia 25 de setembro; lavradora foi morta e corpo encontrado 12 dias após desaparecer
19/09/2025 às 09h19
 - Atualizado há 1 ano
Montagem com duas fotos. À esquerda, um homem de camisa cinza e boné escuro aparece sendo algemado por um policial dentro de um prédio. À direita, uma mulher de boné preto e óculos escuros na aba posa para foto ao lado de um homem sem camisa e usando chapéu branco, em ambiente externo com árvores ao fundo.
Cléber Balduíno de Oliveira, preso acusado de matar a ex-companheira Maria de Fátima, será julgado por feminicídio e ocultação de cadáver em Igarapava — Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça marcou para o próximo dia 25 de setembro, às 9h, no Fórum de Igarapava, o júri popular de Cléber Balduíno de Oliveira, acusado de matar a ex-companheira Maria de Fátima, de 32 anos. O processo corre em segredo de justiça e a data do julgamento coincide com o aniversário de um ano do crime, que chocou a região em 2024.

Maria desapareceu em 26 de setembro do ano passado. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela entrou na casa de Cléber e, horas depois, apenas ele deixou o imóvel dirigindo sua caminhonete. O veículo foi visto nas imagens com marcas de terra, levantando suspeitas da polícia.

Nas investigações, foram encontrados fios de cabelo na carroceria da caminhonete, e familiares de Maria foram chamados para exames de DNA no Instituto de Criminalística de Franca. Cléber negou envolvimento inicialmente, mas acabou confessando que matou a ex-namorada por estrangulamento e ocultou o corpo.

O corpo da lavradora foi localizado 12 dias depois, em uma área rural, após o suspeito indicar o local à polícia.

De acordo com familiares, Maria viveu um relacionamento conturbado com Cléber, marcado por agressões, ciúmes e ameaças. Ela havia terminado o namoro três meses antes do crime e se mudado com a filha de 13 anos para a casa de uma amiga, mas continuava a se encontrar com o ex.

Preso desde 1º de outubro de 2024, Cléber responderá no júri popular pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

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