
Júri de acusado de feminicídio de Maria de Fátima é marcado um ano após o crime em Igarapava

O Tribunal de Justiça marcou para o próximo dia 25 de setembro, às 9h, no Fórum de Igarapava, o júri popular de Cléber Balduíno de Oliveira, acusado de matar a ex-companheira Maria de Fátima, de 32 anos. O processo corre em segredo de justiça e a data do julgamento coincide com o aniversário de um ano do crime, que chocou a região em 2024.
Maria desapareceu em 26 de setembro do ano passado. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela entrou na casa de Cléber e, horas depois, apenas ele deixou o imóvel dirigindo sua caminhonete. O veículo foi visto nas imagens com marcas de terra, levantando suspeitas da polícia.
Nas investigações, foram encontrados fios de cabelo na carroceria da caminhonete, e familiares de Maria foram chamados para exames de DNA no Instituto de Criminalística de Franca. Cléber negou envolvimento inicialmente, mas acabou confessando que matou a ex-namorada por estrangulamento e ocultou o corpo.
O corpo da lavradora foi localizado 12 dias depois, em uma área rural, após o suspeito indicar o local à polícia.
De acordo com familiares, Maria viveu um relacionamento conturbado com Cléber, marcado por agressões, ciúmes e ameaças. Ela havia terminado o namoro três meses antes do crime e se mudado com a filha de 13 anos para a casa de uma amiga, mas continuava a se encontrar com o ex.
Preso desde 1º de outubro de 2024, Cléber responderá no júri popular pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
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