
De vilão a herói? Hamilton estreia em Monza pela Ferrari

Lewis Hamilton já sentiu na pele o peso das vaias em Monza, palco do Grande Prêmio da Itália. Durante sua trajetória pela Mercedes, o heptacampeão chegou a chamar o autódromo de “ninho de cobras” após vencer em meio à hostilidade dos apaixonados torcedores da Ferrari. Mas, a história pode ganhar um novo tom: pela primeira vez, o britânico vai acelerar no circuito como piloto da escuderia de Maranello.
Monza é sinônimo de devoção ferrarista. O autódromo se transforma em uma arquibancada vermelha, comparável à atmosfera de um estádio de futebol. No passado, essa paixão significou vaias, críticas e até xingamentos a Hamilton, mesmo em vitórias históricas. Agora, a cena é bem diferente, desde o anúncio de sua chegada à Ferrari, em 2024, o britânico foi recebido com entusiasmo, aclamado em eventos e até arriscou um “amo vocês” em italiano.
A recepção calorosa já deu sinais positivos na temporada. No GP da Emilia-Romagna, Hamilton terminou em quarto lugar e teve o nome gritado pelo público em Ímola, confirmando que a relação com os fãs mudou de lado. Se antes era visto como vilão, hoje o piloto é tratado como parte da família Ferrari – e até realiza o sonho de infância ao vestir o vermelho da escuderia.
O desafio, no entanto, continua grande. O carro SF-25 ainda não entregou o rendimento esperado, e Hamilton chega a Monza com uma punição de cinco posições no grid por infração no GP da Holanda. Mesmo assim, a expectativa é que o heptacampeão consiga transformar a pressão em combustível. Depois de anos de rivalidade, o britânico tem agora a chance de ouvir aplausos no lugar das vaias no templo da Ferrari.
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