
Cléber Balduíno é condenado a 26 anos de prisão por feminicídio em Igarapava

Depois de oito horas de julgamento, terminou na tarde desta quinta-feira, 25, o júri popular de Cléber Balduíno de Oliveira, acusado de matar a ex-namorada, Maria de Fátima Batista, em Igarapava. O réu foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado por feminicídio e asfixia, além da ocultação de cadáver.
Cléber, que já estava preso preventivamente na Penitenciária de Franca, retornou para a unidade após a sentença. A condenação ocorre exatamente um ano depois do crime que chocou a região.
Maria de Fátima, de 32 anos, desapareceu no dia 26 de setembro do ano passado. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela entrou na casa do ex-companheiro e não saiu mais. Horas depois, apenas Cléber foi visto deixando o local sozinho, em sua caminhonete, que apareceu posteriormente suja de terra.
Dias após negar envolvimento, o acusado confessou o crime, relatando que matou Maria por estrangulamento dentro de casa e, em seguida, levou o corpo até uma área rural, onde o enterrou às margens de uma estrada de terra. O corpo foi encontrado 12 dias depois, após o próprio réu indicar o local.
O relacionamento entre os dois durou cerca de cinco anos, marcado por brigas, ciúmes e agressões. Apesar de ter terminado o namoro três meses antes do crime, Maria ainda mantinha contato com o ex-companheiro.
A sentença foi recebida com alívio pela família da vítima, que aguardava por justiça.
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