
“Foi uma covardia”, diz prima de homem baleado por dono de oficina mecânica em Franca

A tentativa de homicídio que deixou um homem de 31 anos gravemente ferido em Franca, na manhã da última quarta-feira, 6, ganhou novos contornos com o depoimento de uma familiar da vítima. Em entrevista, a prima, que pediu para não ser identificada, classificou o crime como uma “covardia” e cobrou justiça: “Nada justifica. Isso poderia ter sido resolvido com diálogo”.
Bruno Prado foi baleado em frente ao trabalho, no prolongamento da Vila Aparecida, momentos após chegar ao local. Segundo a Polícia Civil, ele teria discutido no dia anterior com a esposa do dono de uma oficina mecânica, onde havia deixado seu carro para reparo. Insatisfeito com o serviço, voltou ao local para testar o veículo antes de efetuar o pagamento, o que gerou a confusão.
Na manhã seguinte, o dono da oficina, agora identificado como autor dos disparos, foi até o serviço da vítima e atirou duas vezes à queima-roupa, fugindo em seguida. De acordo com testemunhas, ele chegou em um Jeep Commander branco e questionou: “Você não ia atirar na minha mulher?”, antes de atirar.
A prima de Bruno relatou que o estado de saúde dele é crítico. “Ele passou por cirurgia, perdeu muito sangue, está no CTI com uma bala alojada na barriga. Foi tudo muito cruel”, disse emocionada.
Ela também comentou que a discussão entre Bruno e a esposa do atirador teria sido apenas verbal. “Foi xingamento de ambos os lados, mas não teve agressão. Ainda assim, o homem resolveu buscar vingança e quase tirou a vida do meu primo.”
O autor do crime já foi identificado pela Polícia Civil e, segundo os familiares, deve se apresentar à delegacia ainda nesta semana. Ele deverá responder por tentativa de homicídio qualificado.
“É muito doloroso ver um parente nesse estado, ainda mais por algo tão pequeno. Ele só queria o carro dele de volta”, desabafou a entrevistada.
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