Dono da Ultrafarma é preso em megaoperação contra propina bilionária em SP

Ação conjunta do Ministério Público e da Polícia Militar investiga esquema que teria desviado mais de R$ 1 bilhão em benefícios fiscais
12/08/2025 às 14h34
 - Atualizado há 1 ano
Homem de pele clara, usando óculos de aro preto, cabelo curto grisalho e penteado para trás. Ele veste um blazer azul escuro sobre uma camisa da mesma cor e sorri amplamente, com a mão direita apoiada no peito. Ao fundo, há formas geométricas azuis.

O empresário Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira, 12, durante a Operação Ícaro, que apura um esquema de corrupção bilionário na Secretaria da Fazenda de São Paulo. A investigação aponta que empresas pagavam propina em troca de vantagens fiscais, causando um rombo estimado em mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Também foram detidos o diretor estatutário do Grupo Fast Shop, Mário Otávio Gomes, e o auditor fiscal Arthur Gomes da Silva Neto.

Segundo o Ministério Público, o auditor manipularia processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários de empresas envolvidas. Em contrapartida, recebia pagamentos mensais de propina por meio de uma empresa registrada no nome da própria mãe. Um comparsa, apontado como responsável por lavar o dinheiro, foi alvo de busca, e na casa dele a polícia apreendeu esmeraldas, R$ 330 mil em espécie, US$ 10 mil e 600 euros guardados em um cofre.

As prisões fazem parte de um trabalho investigativo de meses, que envolveu análise de documentos, quebras de sigilo e interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Além das detenções, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em residências e sedes das empresas investigadas. Os envolvidos podem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em nota, a Secretaria da Fazenda informou que acionou a Corregedoria de Fiscalização Tributária e abriu procedimento administrativo para apurar a conduta do auditor. A pasta reiterou que atua contra a sonegação e a lavagem de dinheiro, repudiando qualquer prática ilícita. Uma coletiva de imprensa está prevista para esta terça-feira, quando o Ministério Público deve apresentar detalhes e o valor total sonegado no período investigado.

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