Condenada por matar o marido em Ipuã, mulher vai cumprir pena em liberdade

Crime aconteceu na frente dos filhos durante uma discussão em janeiro deste ano; júri reconheceu que ré agiu sob forte emoção
01/08/2025 às 09h31
 - Atualizado há 1 ano
Montagem com duas fotos lado a lado. À esquerda, uma mulher de pele parda, com expressão séria e olhar baixo. Ela veste uma blusa amarela estampada com alças finas e está em frente a uma parede branca. À direita, um homem também de pele parda, sem camisa e usando boné preto ao contrário. Ele olha diretamente para a câmera e está em um ambiente externo, com árvores, muro e roupas penduradas ao fundo.
Maria Queilane foi condenada por matar o marido, Raul Miguel, a facadas durante uma discussão em Ipuã. Ela vai cumprir a pena em liberdade — Foto: Arquivo Pessoal

Aconteceu nesta quinta-feira, 31, no Fórum de Ipuã (SP), o julgamento de Maria Queilane de Sousa, de 28 anos, acusada de matar o marido a facadas durante uma discussão no processo de separação do casal. O crime ocorreu no dia 28 de janeiro, dentro da casa da família, e foi presenciado pelos filhos do casal.

Maria foi condenada a quatro anos e seis meses de reclusão pelo homicídio de Raul Miguel da Silva, de 33 anos, trabalhador rural. O Tribunal do Júri entendeu que a ré agiu sob domínio de violenta emoção, logo após uma provocação considerada injusta por parte da vítima. Como já estava presa preventivamente há mais de seis meses, teve parte da pena descontada e poderá cumprir o restante em regime aberto.

Apesar da condenação, Maria Queilane deixou a prisão e responderá em liberdade, desde que cumpra uma série de medidas judiciais: está proibida de frequentar bares, deve permanecer em casa no período noturno e não pode cometer novos crimes. A decisão do júri foi definitiva e não houve recurso da defesa ou do Ministério Público. A ré já havia sido absolvida anteriormente em outra tentativa de homicídio, reconhecida como legítima defesa.

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio