
Médico acusado de matar esposa envenenada fica sem receber visitas da amante na prisão

Após ser transferido para a Penitenciária de Serra Azul/SP, o médico Luiz Antonio Garnica, acusado de matar a esposa envenenada em Ribeirão Preto, ainda não recebeu visitas. Familiares seguem aguardando a emissão de carteirinhas exigidas para acesso à unidade, processo que pode levar até 40 dias. Já a atual companheira dele, apontada como amante, não poderá vê-lo por não ter vínculo legal reconhecido, segundo o Ministério Público.
Garnica responde por feminicídio, junto com a mãe, Elizabete Arrabaça, acusada de participar da administração do veneno. O promotor do caso afirma que os dois pretendiam manter o patrimônio sob controle do médico, mesmo com o iminente divórcio, o que teria motivado o crime. Larissa Rodrigues, professora de pilates, foi encontrada morta no banheiro do apartamento onde vivia com o marido, em março deste ano.
De acordo com a acusação, a vítima passou semanas sendo envenenada com pequenas doses de chumbinho misturadas aos alimentos, estratégia que teria como objetivo simular uma intoxicação progressiva. A denúncia inclui ainda tentativa de fraude processual, com indícios de que Garnica alterou a cena do crime antes da chegada do socorro.
Apesar da formação superior, o médico está detido em cela comum, após decisão do STF que retirou o benefício de cela especial para pessoas com curso superior. Ele e a mãe aguardam audiência de instrução, que deve começar em breve, para ouvir testemunhas de acusação e defesa. A decisão sobre o júri popular será tomada após essa fase do processo.
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