Médico acusado de matar esposa envenenada fica sem receber visitas da amante na prisão

Luiz Antonio Garnica está detido em cela comum e aguarda audiência do caso; companheira não tem permissão legal para visitá-lo.
23/07/2025 às 14h22
 - Atualizado há 1 ano
Um homem jovem, de pele clara, cabelo escuro e penteado para o lado, está abraçado a uma senhora mais velha, também de pele clara, com óculos e cabelos castanhos curtos. Ele veste uma camisa azul escura e sorri levemente para a câmera. A senhora, que está com uma blusa estampada de bolinhas claras, também sorri com expressão serena. Os dois estão em um ambiente interno com paredes claras.
Luiz Antonio Garnica ao lado da mãe, Elizabete Arrabaça.Ambos são réus no caso da morte da professora Larissa Rodrigues.—Foto: Reprodução

Após ser transferido para a Penitenciária de Serra Azul/SP, o médico Luiz Antonio Garnica, acusado de matar a esposa envenenada em Ribeirão Preto, ainda não recebeu visitas. Familiares seguem aguardando a emissão de carteirinhas exigidas para acesso à unidade, processo que pode levar até 40 dias. Já a atual companheira dele, apontada como amante, não poderá vê-lo por não ter vínculo legal reconhecido, segundo o Ministério Público.

Garnica responde por feminicídio, junto com a mãe, Elizabete Arrabaça, acusada de participar da administração do veneno. O promotor do caso afirma que os dois pretendiam manter o patrimônio sob controle do médico, mesmo com o iminente divórcio, o que teria motivado o crime. Larissa Rodrigues, professora de pilates, foi encontrada morta no banheiro do apartamento onde vivia com o marido, em março deste ano.

De acordo com a acusação, a vítima passou semanas sendo envenenada com pequenas doses de chumbinho misturadas aos alimentos, estratégia que teria como objetivo simular uma intoxicação progressiva. A denúncia inclui ainda tentativa de fraude processual, com indícios de que Garnica alterou a cena do crime antes da chegada do socorro.

Apesar da formação superior, o médico está detido em cela comum, após decisão do STF que retirou o benefício de cela especial para pessoas com curso superior. Ele e a mãe aguardam audiência de instrução, que deve começar em breve, para ouvir testemunhas de acusação e defesa. A decisão sobre o júri popular será tomada após essa fase do processo.

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