Dois meses sem respostas: caso Nelson Carreira ainda tem foragido e corpo desaparecido

Empresário foi morto após reunião de negócios em Cravinhos; oito pessoas foram indiciadas e buscas pelo corpo seguem sem sucesso
17/07/2025 às 09h30
 - Atualizado há 1 ano
Homem calvo, de barba cheia e escura, sorri enquanto está sentado em um restaurante. Ele veste uma jaqueta camuflada e está com os braços apoiados à mesa. Ao fundo, há luzes coloridas e outras pessoas desfocadas.
Nelson Carreira Filho foi assassinado após uma reunião de negócios em Cravinhos; corpo ainda não foi encontrado — Foto: Redes Sociais

Nesta quarta-feira, 16, completou-se dois meses desde a morte do empresário Nelson Carreira Filho, de 43 anos, assassinado após uma reunião de negócios em Cravinhos (SP). O caso, que chocou familiares e repercutiu em todo o estado, continua cercado de incertezas. O corpo da vítima ainda não foi localizado, e o principal suspeito do crime segue foragido.

Segundo a investigação da Polícia Civil, o assassinato foi meticulosamente planejado. Nelson teria sido executado dentro da empresa em que estava reunido e, em seguida, o corpo foi transportado até o Rio Grande, em Miguelópolis, onde supostamente foi jogado na água. Apesar de intensas buscas com o apoio dos bombeiros, os restos mortais nunca foram encontrados.

Ao todo, oito pessoas foram indiciadas por envolvimento no crime. Entre elas, o suposto autor do disparo, Marlon Couto Júnior, que ainda está foragido, a esposa dele, o irmão, os pais e funcionários da empresa. Eles são acusados de participar ativamente do plano para esconder provas, dificultar as investigações e tentar enganar a polícia.

Imagens de segurança e depoimentos revelaram a movimentação do grupo após o crime. Um dos envolvidos admitiu ter levado o carro da vítima até São Paulo e abandonado o veículo próximo à residência da família, na tentativa de forjar um desaparecimento. Outro suspeito foi flagrado por câmeras em um pedágio dirigindo o carro que pode ter sido usado no transporte do corpo.

Tadeu Almeida (à esquerda) está preso. Marlon Couto Júnior (à direita) segue foragido por envolvimento na morte de Nelson Carreira — Foto: Redes Sociais

A Polícia Civil concluiu o inquérito e enviou o caso à Justiça, que decretou a prisão preventiva de dois dos investigados. Apenas um deles, Tadeu Almeida, está preso. Os demais respondem em liberdade por crimes como ocultação de cadáver, fraude processual e falso testemunho.

Nelson deixou esposa e uma filha de 10 anos. Para a família, a dor da perda é agravada pela ausência do corpo e pela sensação de impunidade. Dois meses depois, os parentes ainda aguardam o apoio da Marinha para retomar as buscas no rio. E seguem confiantes de que, mais cedo ou mais tarde, a verdade completa virá à tona.

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