
Buscas pelo corpo de homem que se afogou em lagoa de Morro Agudo são retomadas

Foram retomadas na manhã desta sexta-feira, 4, as buscas pelo corpo de Sebastião dos Reis da Silva Júnior, de 28 anos, que desapareceu em uma lagoa no Centro de Lazer de Morro Agudo. Ele entrou na água durante a madrugada de quinta-feira, 3, enquanto se divertia com amigos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, Sebastião chegou a nadar e sair da lagoa uma vez. Na segunda tentativa, acabou submergindo e não retornou mais. O local tem cerca de cinco metros de profundidade. Equipes de Franca e Orlândia passaram o dia fazendo buscas subaquáticas, mas sem sucesso. Os trabalhos foram interrompidos no fim da tarde e retomados nesta manhã.
Segundo testemunhas, Sebastião estava em um grupo com outras cinco pessoas, três homens e duas mulheres, e todos consumiam bebida alcoólica. A esposa da vítima, que acompanhava de perto o trabalho dos bombeiros, relatou a aflição da família e não descartou a possibilidade de um crime. Ela contou que o marido era usuário de drogas, mas que estranhou o fato de os amigos que estavam com ele não permanecerem no local após o afogamento.
“O que eu quero agora é encontrar o corpo dele. Se for crime, eu quero justiça”, disse emocionada.
A Defesa Civil foi a primeira a chegar ao lago, ainda de madrugada. Os agentes conseguiram avistar Sebastião na água e relataram que ele chegou a gritar por socorro antes de afundar. Uma das equipes utilizou um barco durante a tentativa de resgate, mas logo perderam o contato visual com a vítima.
Um dos amigos que estava com Sebastião reapareceu mais tarde, ainda com uma garrafa de cerveja nas mãos. Ele falou com os bombeiros, indicou a área onde o rapaz teria afundado, mas se recusou a dar detalhes.
O parque onde a lagoa está localizada fecha à noite, mas o acesso pela calçada da avenida principal permanece aberto. A Defesa Civil informou que nadar no local é proibido e que não há estrutura de contenção que impeça a entrada após o expediente.
Apesar de até o momento não haver indícios claros de crime, a Polícia Civil já iniciou uma investigação, porém aguarda o encontro do corpo.
Sebastião era natural de Orlândia e trabalhava como servente de pedreiro. Familiares e amigos seguem mobilizados na tentativa de localizar o corpo e esclarecer o que realmente aconteceu naquela madrugada.
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