
Polícia conclui inquérito e indicia motorista que atropelou e matou idosa em Miguelópolis

A Polícia Civil de Miguelópolis concluiu o inquérito que apurou a morte de Nilza Pereira, de 66 anos, atropelada com violência na faixa de pedestres na noite de 29 de maio, na Avenida Leopoldo Carlos de Oliveira, região central da cidade. O motorista, Juvenildo José da Cruz, de 39 anos, foi indiciado por homicídio doloso, omissão de socorro e fuga do local do acidente.
Segundo a polícia, o veículo conduzido por Juvenildo apresentava diversas irregularidades, como falta de freios, pneus dianteiros carecas e ausência de luzes de freio, o que, de acordo com a perícia, contribuiu diretamente para o atropelamento. Diante dessas condições, a Polícia Civil concluiu que o motorista assumiu o risco de provocar a morte, o que caracteriza o dolo eventual.
Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento do acidente. Nilza atravessava corretamente a faixa quando foi atingida em cheio. O carro chegou a passar por cima das pernas da vítima, que ainda tentou pedir ajuda, erguendo uma das mãos. O motorista deu ré e fugiu sem prestar socorro. A idosa foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Juvenildo só se apresentou à delegacia na tarde da segunda-feira seguinte, 2 de junho, acompanhado de um advogado. Em depoimento, disse que não viu a idosa atravessando e alegou ter fugido por medo de ser linchado. Negou também ter ingerido bebida alcoólica. No entanto, o comportamento e as condições do veículo pesaram no indiciamento por homicídio doloso.
Na manhã seguinte ao acidente, a Polícia Militar foi até a casa dele. Juvenildo já havia saído para trabalhar, mas o veículo foi apreendido. A esposa dele também prestou depoimento, afirmando que não sabia do ocorrido.
O caso causou comoção em Miguelópolis. A família de Nilza manifestou revolta com a decisão judicial que permitiu que o motorista respondesse em liberdade, mas agora aguarda o desfecho do processo na Justiça. Segundo a Polícia Civil, se condenado, Juvenildo pode pegar até 20 anos de prisão.
A corporação reforça que é obrigação legal parar e prestar socorro em caso de acidente, além da importância da manutenção regular dos veículos para evitar tragédias como essa.
Tudo sobre
graça no seu WhatsApp
Leia também:
