Polícia conclui inquérito e indicia motorista que atropelou e matou idosa em Miguelópolis

Motorista dirigia veículo sem freios, com pneus carecas e fugiu sem prestar socorro. Ele responderá por homicídio doloso e pode pegar até 20 anos de prisão
18/06/2025 às 08h42
 - Atualizado há 1 ano
Imagem mostra o momento em que uma idosa é atropelada por um carro branco enquanto atravessava uma faixa de pedestre à noite, em uma avenida mal iluminada. A idosa está no meio da faixa, com o corpo projetado para trás pelo impacto. No canto inferior esquerdo, há uma foto menor inserida, mostrando a mesma mulher segurando uma rosa vermelha, vestindo uma blusa clara e usando óculos.
Nilza Maria de Jesus Pereira, de 66 anos, foi atropelada enquanto atravessava na faixa de pedestre em Miguelópolis — Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Miguelópolis concluiu o inquérito que apurou a morte de Nilza Pereira, de 66 anos, atropelada com violência na faixa de pedestres na noite de 29 de maio, na Avenida Leopoldo Carlos de Oliveira, região central da cidade. O motorista, Juvenildo José da Cruz, de 39 anos, foi indiciado por homicídio doloso, omissão de socorro e fuga do local do acidente.

Segundo a polícia, o veículo conduzido por Juvenildo apresentava diversas irregularidades, como falta de freios, pneus dianteiros carecas e ausência de luzes de freio, o que, de acordo com a perícia, contribuiu diretamente para o atropelamento. Diante dessas condições, a Polícia Civil concluiu que o motorista assumiu o risco de provocar a morte, o que caracteriza o dolo eventual.

Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento do acidente. Nilza atravessava corretamente a faixa quando foi atingida em cheio. O carro chegou a passar por cima das pernas da vítima, que ainda tentou pedir ajuda, erguendo uma das mãos. O motorista deu ré e fugiu sem prestar socorro. A idosa foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Juvenildo só se apresentou à delegacia na tarde da segunda-feira seguinte, 2 de junho, acompanhado de um advogado. Em depoimento, disse que não viu a idosa atravessando e alegou ter fugido por medo de ser linchado. Negou também ter ingerido bebida alcoólica. No entanto, o comportamento e as condições do veículo pesaram no indiciamento por homicídio doloso.

Na manhã seguinte ao acidente, a Polícia Militar foi até a casa dele. Juvenildo já havia saído para trabalhar, mas o veículo foi apreendido. A esposa dele também prestou depoimento, afirmando que não sabia do ocorrido.

O caso causou comoção em Miguelópolis. A família de Nilza manifestou revolta com a decisão judicial que permitiu que o motorista respondesse em liberdade, mas agora aguarda o desfecho do processo na Justiça. Segundo a Polícia Civil, se condenado, Juvenildo pode pegar até 20 anos de prisão.

A corporação reforça que é obrigação legal parar e prestar socorro em caso de acidente, além da importância da manutenção regular dos veículos para evitar tragédias como essa.

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