Meningite: uma ameaça silenciosa

No Dia Mundial de Combate à Meningite, especialistas reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do apoio a quem enfrenta as sequelas da doença
24/04/2025 às 12h00
 - Atualizado há 1 ano
📸 Tânia Rego/Agência Brasil

Nesta quinta-feira, 24, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Meningite. A data visa conscientizar que, embora prevenível, a doença ainda desafia sistemas de saúde, assusta famílias e impõe consequências severas a milhares de pessoas.

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por vírus, fungos ou bactérias — estas, as mais letais. A infecção age rápido e, se não tratada a tempo, pode levar à morte em poucas horas. Em outros casos, deixa sequelas irreversíveis, como lesões neurológicas, perda auditiva e dificuldades motoras.

O Brasil já viveu uma das maiores epidemias da história

A realidade da meningite no Brasil ainda é preocupante. A doença é considerada endêmica, com registros constantes ao longo do ano. Em determinadas épocas, especialmente durante o outono e o inverno, ocorrem surtos que mobilizam hospitais e serviços de saúde.

Vacinação contra meningite em São Paulo 1974 📸Folhapress

Na década de 1970, a cidade de São Paulo enfrentou a maior epidemia de meningite da história do país. Milhares de pessoas foram contaminadas, e o número de mortes chocou o Brasil. A tragédia levou à criação de campanhas emergenciais e, anos depois, à inclusão de vacinas no calendário nacional.

A importância da vacinação

A prevenção segue sendo o principal pilar no combate à doença. As vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), como a Meningocócica C e a Meningocócica ACWY, oferecem proteção eficaz contra as formas mais graves da meningite bacteriana. Especialistas reforçam que manter a vacinação em dia é um dever coletivo.

“O agente infeccioso pode estar em qualquer lugar. Mas quando a população está imunizada, a transmissão diminui drasticamente. Vacinar salva vidas”, explica a infectologista Amanda Silveira, do Instituto Emílio Ribas.

📸 Banco de imagens

Atenção aos sintomas: o tempo é precioso

Em casos de meningite, minutos contam. Os sinais iniciais podem ser confundidos com uma gripe comum: febre alta, dor de cabeça e vômitos. No entanto, a rigidez na nuca, sensibilidade à luz e confusão mental são alertas vermelhos. Ao menor sinal, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

O diagnóstico rápido e o tratamento adequado com antibióticos ou antivirais aumentam significativamente as chances de recuperação sem sequelas.

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