Chega ao país mais um voo com 96 brasileiros deportados do EUA

Com 96 repatriados a bordo, aeronave pousou em Fortaleza nesta manhã; parte dos deportados segue para Confins com apoio logístico do governo
11/04/2025 às 14h46
 - Atualizado há 1 ano
📸 Divulgação/FAB

Chegou ao Brasil, às 9h10 desta sexta-feira, 11 de abril, um novo grupo de brasileiros deportados dos Estados Unidos, como parte da política migratória iniciada durante o governo de Donald Trump. O avião, com 96 repatriados, aterrissou no Aeroporto de Fortaleza, no Ceará.

Segundo a Superintendência da Polícia Federal no Ceará, um dos passageiros foi preso logo após o desembarque, por haver um mandado de prisão em aberto contra ele.

Após o pouso, os deportados — que chegaram algemados pelas autoridades norte-americanas — foram direcionados a um posto avançado de atendimento humanizado, onde receberam os primeiros cuidados. O restante do grupo seguiu em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) até o Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. A chegada está prevista para por volta das 15h desta sexta-feira.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, este é o quinto voo de repatriados recebido em Fortaleza e o sexto a chegar em Confins. O primeiro voo com deportados chegou ao país via Aeroporto Internacional de Manaus, com 88 pessoas.

📸 Divulgação/FAB

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disponibilizou 50 passagens para o deslocamento dos repatriados aos seus estados de origem. Serão 30 passagens para passageiros de Fortaleza, com destino a estados do Norte e Nordeste, e 20 para os que desembarcam em Confins, com destino às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

Os repatriados têm acesso a uma estrutura especial de acolhimento humanizado, com serviços como:

  • Alimentação e higiene;
  • Atendimento de saúde e suporte psicossocial;
  • Informações sobre seus direitos e orientações para acesso a serviços públicos;
  • Apoio logístico para retorno às cidades de origem;
  • Contato com familiares;
  • Acolhimento temporário, se necessário.

A ação é parte de uma política de reinserção e proteção de direitos humanos, organizada em parceria entre ministérios, agências reguladoras e forças de segurança.

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