
Mães da UTI Neonatal comemoram o primeiro Dia das Mães

Elas são médicas, professoras, gastrônomas, psicólogas e socorristas. E aí você pergunta: mas como é possível ser tantas coisas ao mesmo tempo? A resposta é simples: elas são mães, e por isso todas as profissões em uma só.
Afinal, ser mãe é cuidar de outra pessoa, muitas vezes, mais do que a si mesma, e ensinar para uma criança que caráter não se compra. É se preocupar com o futuro do filho, mesmo que ele tenha acabado de nascer. É chorar de tristeza com os joelhos ralados e chorar de alegria pelos desenhos colados na geladeira. A minha, a sua… Todas enfrentam pequenas batalhas diárias, mas que ao final do dia, são recompensantes.
E algumas dessas mães, muito mais do que a rotina de criar um filho, já pularam um obstáculo muito maior: lutar pela vida dele. São as famosas guerreiras da UTI Neonatal.
Gabrielly Silveira já conhece muito bem essa luta, porque aos 21 anos, deu luz à Cecília: uma bebê que, após apenas 30 semanas de gestação, teve pressa para conhecer a mãe e passou por complicações na UTI Neonatal.
“Ainda faltavam dois meses para ela nascer. Eu praticamente não tinha nada pronto ainda. Entrei em trabalho de parto no dia 21 de abril, com 29 semanas, mas os médicos conseguiram segurá-la e fui para casa com 5 milímetros de dilatação. No dia 27, voltei ao hospital com 8 centímetros de dilatação. E ela quis nascer de todo jeito! Ficamos 24 horas em trabalho de parto, graças a Deus foi super tranquilo, e ela foi direto para a UTI”, conta a mãe.
As meninas são de Pedregulho (SP), mas todos os dias Gabrielly pega o ônibus para visitar a filha, que segue internada na Santa Casa de Franca (SP). Recentemente, Cecília teve uma infecção e precisa concluir o tratamento para receber alta, mas cada dia já é um motivo para comemorar a saúde da bebê.
“Na UTI, os profissionais são super atenciosos, cuidam dela super bem. Com a infecção, ela está tomando os antibióticos e está evoluindo. A gente tem que ser forte por eles, porque não é fácil. Ninguém sonha em ter filho e ter que passar pela UTI. Mas a gente é forte e continua por eles.”
A maternidade é um sonho para muitas mulheres. Para Gabrielly, que mesmo tão nova já sonhava com uma família forte e saudável, a gravidez foi uma surpresa. E assim como não imaginava ser mãe tão cedo, também nunca passou pela cabeça da jovem que, quando esse momento chegasse, ela faria parte da rotina cheia de emoções das mães de UTI.
“O desafio é acordar todos os dias sem saber o que vai escutar da médica. As coisas mudam de uma hora para a outra. Uma hora ela está bem, mas a imunidade dela não é a mesma. Então a gente nunca sabe o que vai escutar e tem que estar preparada para tudo.”
Cecília e Gabrielly são grandes vitoriosas, e nesta sexta-feira, 14, a mãe não deixa de esconder a felicidade em comemorar, pela primeira vez, o Dia das Mães perto da filha.
“É tudo novo para mim. As pessoas me darem parabéns, feliz Dia das Mães. Mas o plano é passar esse dia com ela e ver como vai ser a sensação!”
E o desejo que fica agora é saúde: pelas meninas, pelas mamães e por todas as guerreiras da UTI Neonatal.
“Eu desejo boa sorte e que todos melhorem, porque todo mundo quer levar seu filho embora para casa, aproveitar a casa e o quartinho. Por mais que os profissionais cuidem muito bem e com amor, dói ir embora e deixá-los aqui.”
Fotos:Arquivo Pessoal
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