
Sabesp é cobrada após paralisação de obra milionária em Franca
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) divulgou um levantamento que aponta que 43 obras estão paralisadas ou atrasadas na região administrativa de Franca. Os custos desses empreendimentos ultrapassam a cifra de R$ 218 milhões.
Os dados levam em conta as informações do Mapa Virtual de Obras que é divulgado no site oficial do órgão. São 13 cidades que compõem a região administrativa e as obras não finalizadas são destinadas as áreas de Saúde, Educação, Infraestrutura e Segurança.
Em Franca, sete obras constam no sistema, sendo duas atrasadas e cinco paralisadas. A construção da nova rede de captação e tratamento de água da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está paralisada. A obra deveria ter sido concluída segundo o contrato inicial em 02 de agosto de 2014. O valor de investimento é o maior entre todas as obras listadas sendo mais de R$ 152 milhões.
Em entrevista aorepórter Renato Valimpela Rádio Imperador e portal Pop Mundio vereador, Della Motta (Podemos), questionou os motivos dos atrasos da obra em Franca.
Ouça a entrevista:
Um ofício também foi enviado a Sabesp pela deputada estadual, Delegada Graciela, após registros de reclamações de falta de água em vários bairros da cidade.
“Constatamos o problema, que atingiu moradores da região da Vila Santa Cruz e também parte do Centro e queremos que a companhia dê uma justificativa para esta situação”, disse Delegada Graciela.
No ofício enviado pela deputada estadual, é solicitado que a Sabesp detalhe quais foram os bairros que ficaram sem água, os motivos do desabastecimento e quantas pessoas acabaram afetadas pelo problema. Outro questionamento feito por Delegada Graciela no ofício é quanto ao sistema que está sendo construído pela Sabesp para captar água do Rio Sapucaí, uma obra importante e milionária que está parada há anos e que, de acordo com o cronograma inicial, já deveria ter sido concluída.
“Sabemos que é uma obra grande, que vai aumentar muito a capacidade de captação de água da Sabesp de Franca, mas que ainda não foi concluída. Queremos que a empresa explique o porquê, nos apresente um cronograma para conclusão, assim como nos informe o quanto já foi gasto com a parte do sistema que está pronta”, afirmou Delegada Graciela.
O que diz a empresa
Em nota a Sabesp, alega que o novo Sistema Produtor Sapucaí Mirim não se trata de uma obra emergencial e que seu andamento atual não traz qualquer risco para o abastecimento local. Quanto aos motivos da paralisação das obras, a companhia diz que foram contratadas duas empresas. A primeira parte, de obras lineares, teve 72% de execução, porém houve paralisação por parte da empresa contratada em abril de 2016.
Por causa disso, o contrato foi rescindido unilateralmente pela Sabesp, com aplicação de sanções à empresa. A questão está na Câmara de Mediação e Arbitragem da FIESP/CIESP, aguardando sentença. A segunda parte, referente às obras localizadas, encontra-se 99% concluída. A entrada em operação do sistema dependerá da retomada e conclusão das obras lineares. Não foi informado um prazo para que a situação seja resolvida.
graça no seu WhatsApp


