Janot pede nova prisão do senador Aécio Neves ao STF

Empresário Joesley Batista contou que Aécio pediu R$ 2 milhões em propina
01/08/2017 às 13h33
 - Atualizado há 9 anos

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, voltou a pedir para o Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva do senador Aécio Neves, do PSDB. Ou, pelo menos, medidas cautelares como o afastamento do mandato parlamentar e o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão cabe ao relator da ação, ministro Marco Aurélio Mello.

Para Janot, a prisão de Aécio é uma medida urgente, para preservar a ordem pública e a investigação. O procurador destacou que o Supremo já autorizou a prisão de outro senador em exercício. No caso, Delcídio do Amaral.

O novo pedido de prisão se refere ao inquérito que envolve Aécio; a irmã dele, Andrea Neves; o primo deles, Frederico Pacheco; e Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela, do PMDB. Após a delação premiada do grupo JBS, todos eles foram denunciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e embaraço a investigação criminal.

É a segunda vez que a Procuradoria-Geral da República pede a prisão de Aécio Neves neste inquérito.

Na delação, o empresário Joesley Batista contou que Aécio Neves pediu R$ 2 milhões em propina. O senador mineiro também teria tentado interferir na distribuição dos inquéritos dentro da Polícia Federal.

Em nota, a defesa de Aécio afirmou que Rodrigo Janot repetiu os mesmos argumentos já rejeitados pelo ministro Marco Aurélio, no primeiro pedido de prisão. Acrescentou que, ao insistir na prisão do senador, a manifestação da procuradoria ignora princípios elementares de um Estado democrático e pretende substituir a Constituição.

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