9ª ExpoGenética é lançada com sumários e debate sobre mercado

A 9ª edição da ExpoGenética foi aberta ontem (22), no Centro de Eventos Rômulo Kardec de Camargos, em Uberaba (MG). A feira vai até o dia 28 de agosto, no Parque Fernando Costa. Na cerimônia de abertura o presidente da Associação Brasileira dos Criadores
23/08/2016 às 00h00
 - Atualizado há 10 anos

A 9ª edição da ExpoGenética foi aberta ontem (22), no Centro de Eventos Rômulo Kardec de Camargos, em Uberaba (MG). A feira vai até o dia 28 de agosto, no Parque Fernando Costa.

Na cerimônia de abertura o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) Luiz Claudio Paranhos lembrou que esteve presente nas discussões para o lançamento da primeira ExpoGenética, em 2008, e que a proposta se consolidou porque era necessário ampliar os conhecimentos de melhoramento genético das raças zebuínas. “É importante que todos caminhem juntos em relação aos avanços da genética para a produção de carne e leite. Estamos na boca da estação de monta e é, justamente, nesse momento que acontece a ExpoGenética, consolidando-se como uma excelente oportunidade para que os criadores possam adquirir touros provados em leilões oficializados pela ABCZ. E esse ano teremos 13 leilões, quatro a mais que no ano passado, então, vamos aproveitar”, disse Luiz Claudio Paranhos.

Ainda no discurso de lançamento da ExpoGenética 2016, o presidente da ABCZ destacou a vocação da feira como ferramenta para a qualificação de pequenos produtores, a fim de democratizar as tecnologias aplicadas à seleção de bovinos. “Esse ano teremos o curso do Projeto Equação da Pecuária Eficiente. A proposta é possibilitar aos pequenos produtores um panorama da produção na sua fazenda, com um diagnóstico eficiente pra saber onde podem melhorar. Isso é importantíssimo para o presente e para futuro da pecuária”, explicou Luiz Claudio Paranhos.

Debate

A seleção de zebuínos para corte deve almejar nichos de mercado ou os desafios da segurança alimentar mundial? Esta questão norteou o debate de especialistas de mercado e pesquisadores dos programas de melhoramento genético durante a Mesa Redonda realizada nesta segunda-feira durante a 9ª ExpoGenética. O gerente executivo de compra de gado da Minerva Foods, Fabiano Tito Rosa falou sobre as características do mercado europeu e australiano. O especialista destacou que os programas de melhoramento e criadores devem selecionar animais jovens, pesados, bem terminados e com pH baixo para atender as exigências do mercado internacional.

Carlos Eduardo Rocha, da RMX Food Trading, apresentou “As características do mercado do Oriente Médio”. O Brasil já exportou 217 mil toneladas de carne até junho de 2016 para esses países, que têm aumentado cada vez mais as importações de carne brasileira nos últimos anos.

Durante o debate eles afirmaram que o tipo de seleção feita no Brasil atende bem as exigências de mercado, porém deve-se tomar cuidado com o tamanho final dos animais. A indústria não está projetada para abater animais acima de 26 arrobas, sendo o mais recomendado entre 19 e 23 arrobas. Rocha também reforçou a necessidade de se selecionar para temperamento e fertilidade, sem deixar de lado ganho de peso e sanidade.

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