Inteligência emocional é desenvolvida na infância

Muitas das características e comportamentos que apresentamos na fase adulta são definidas durante a infância. A maneira como lidamos com as nossas emoções e reagimos a elas é reflexo, primeiramente, do que foi vivido durante essa época. E tudo isso está d
19/08/2014 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

Muitas das características e comportamentos que apresentamos na fase adulta são definidas durante a infância. A maneira como lidamos com as nossas emoções e reagimos a elas é reflexo, primeiramente, do que foi vivido durante essa época. E tudo isso está diretamente ligado à forma como nossos pais e cuidadores agiam, pensavam e se expressavam. Os comportamentos que vimos neles são partes de quem somos hoje.

Estudos mostram que inteligência emocional surge na infância / Foto: Reprodução

A autora do livro “O Mapa da Felicidade”, Heloísa Capelas, explica que a inteligência emocional possui origem nessa fase. “A infância é o período de latência das nossas inteligências, em especial a emocional, uma vez que é a mais vivida até por volta dos sete anos.” A autora complementa que, na infância, cada um de nós aprendeu uma receita para lidar com as mais diversas situações e essa receita permanece incutida no inconsciente, sendo que, muitas vezes, passamos a vida repetindo a mesma fórmula sem sucesso.

Heloísa é especialista no método Hoffman, que considera a integração das inteligências humanas – intelectual, emocional, espiritual (ou intuitivo) e corporal (ou físico) -, criado por Bob Hoffman em 1967. Quase no mesmo período, o psiquiatra e psicoterapeuta Carl Gustav Jung, descreveu as quatro funções psicológicas humanas (pensamento, sentimento, sensação e intuição). Mais tarde, por voltada da década de 1990, a inteligência emocional se tornou reconhecida como fator essencial da personalidade humana para as soluções de problemas do dia a dia.

Pessoas emocionalmente inteligentes passaram a ser valorizadas e vistas como ótimos profissionais e bons articuladores das relações, principalmente no ambiente corporativo.

A autora esclarece que o aprendizado na infância ocorre por cópia e repetição. “Mesmo porque a criança não sabe fazer diferente. Até esse momento, não tem argumento para escolher fazer diferente”, diz Heloísa. Segundo ela, a maneira como expressamos a raiva, por exemplo, tem influência dessa fase. Para lidar melhor com as emoções aprendidas no passado, é necessário que cada pessoa investigue a si mesma e identifique como, por que e com quem aprendeu.

Essa percepção profunda traz autoconsciência e a possibilidade de “escolher como agir”, e não apenas a “reagir”, e isso em todas as áreas e situações da vida de modo, sempre, mais positivo.

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