“Copervale não fechou”, garante gestor da empresa

O portal Pop Mundi recebeu em sua redação, na manhã desta sexta-feira (21), o gestor da Copervale, José Roberto Buttini, para falar sobre a polêmica envolvendo a cooperativa de leite. Rumores nos últimos dias apontavam para um fechamento da empresa, que é
21/03/2014 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

O portal Pop Mundi recebeu em sua redação, na manhã desta sexta-feira (21), o gestor da Copervale, José Roberto Buttini, para falar sobre a polêmica envolvendo a cooperativa de leite. Rumores nos últimos dias apontavam para um fechamento da empresa, que é um dos símbolos da cidade e existe desde a década de 40.

José Roberto Buttini / Foto: Isabel Minaré

De acordo com o gestor, a empresa não fechou. “A Copervale continua ativa. O que aconteceu nos últimos dias foi a adequação do quadro de funcionários na captação de leite. Quatro meses atrás, recebia em torno de 100 mil litros/dia e hoje é de 30 mil/ dia. Por isso, tivemos que fazer a redução da quantidade de trabalhadores”, afirmou.

“Neste momento, a produção está desativada temporariamente”, ressaltou. Produtos como o leite longa vida, que é o de caixinha, o pasteurizado, que é o de saquinho, e os derivados, como o queijos, não estão sendo produzidos. A fabricação deverá ser retomada assim que conseguirmos aumentar a captação para acima de 50 mil litros/dia.

O gestor explica sobre o pagamento de leite aos cooperados. “Aqueles que continuam fornecendo leite, recebem em dia, inclusive com antecipação. 50% do valor do leite fornecido no mês está sendo pago com antecipação de 15 dias. Os restante é quitado no prazo normal”, declarou. Ele também esclareceu sobre as dívidas com os ex-fornecedores. “Existem atrasos sim com aqueles que deixaram de fornecer leite. Mas estamos empenhados em quitar débito. Damos prioridade para aqueles que ainda estão fornecendo leite”, destacou.

Buttini, ainda, explicou sobre a transição da Copervale de cooperativa para sociedade anônima. “A mudança aconteceu em função da manifestação de interesse de investidores que iriam fazer aporte de capital. Entretanto, isso só iria acontecer se a Copervale tivesse o formato de sociedade anônima. Entretanto, infelizmente o processo de trâmite burocrático demorou mais que o previsto e o investidor perdeu o interesse. A Copervale tentou encontrar outros, mas ninguém aderiu devido ao nível de endividamento. Por isso, teve a entrada do processo de captação judicial”, disse.

Buttini acredita que a operação “Ouro Branco”, que investigou a adulteração do leite produzido pela cooperativa, tem relação com a crise da empresa. “A operação foi finalizada em 2008. Ainda me assusta a frequência com que este assunto vem à tona”, afirmou. A Copervale possui, atualmente, 600 associados.

Para retornar as atividades, o gestor afirma que a Copervale está avaliando qualquer possibilidade de recuperação da empresa. “Injeção de recursos via investidores, empréstimo bancário e até interesse de outras empresas em aquisição estão sendo avaliados. Ressaltamos que essa decisão não será tomada pela diretoria, mas sim pelos acionistas, que são os donos da Copervale”, assegura. “A solução que mais agrada seria o retorno dos acionistas fornecedores de leite para a empresa que estão entregando o produto para outros laticínios. Isso faz com que se gere lucros para outras empresas. Mas sabemos que precisamos recuperar a confiança dos acionistas”, finalizou.

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