Polícia encontra maconha em celas do Centro de Reeducação do Adolescentes

Aparelho celular, carregador, isqueiro e 11 porções de maconha foram encontrados nas celas do Centro de Reeducação do Adolescente de Araxá (Cerad), localizado na rua Maria de Lourdes do Nascimento, no bairro Santa Terezinha, durante revista realizada nest
20/01/2014 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

Aparelho celular, carregador, isqueiro e 11 porções de maconha foram encontrados nas celas do Centro de Reeducação do Adolescente de Araxá (Cerad), localizado na rua Maria de Lourdes do Nascimento, no bairro Santa Terezinha, durante revista realizada neste final de semana.

11 buchas de maconha são encontradas nas celas do Cerad/ Foto: reprodução

De acordo com o boletim de ocorrência, soldados foram chamados para auxiliar os agentes sócio-educativos na inspeção das celas. Um aparelho celular com carregador foi localizado. Em outra, estavam oito buchas de maconha e um isqueiro debaixo do colchão de um adolescente de 17 anos. No momento em que o material foi achado, o menor correu para o banheiro, onde uma porção de maconha misturada com papel higiênico estava jogada no ralo do chuveiro. Mais três buchas e um cigarro da mesma droga estavam em outras celas vistoriadas. Todo o material foi apreendido e levado para a delegacia.

De acordo com o coordenador do Cerad, Tiago Machado, a instituição conta com 14 agentes sócio-educativos que cuidam de 24 internos com idades entre 15 a 18 anos. “É um procedimento padrão, em que fazemos um ‘bate-cela’ para encontrar materiais não permitidos dentro da unidade”, explica. “Quando fazemos esse tipo de abordagem, pedimos uma autorização judicial para permitir a entrada da Polícia. É uma medida de segurança para nossos funcionários e até mesmo para os internos”, explica ele.

Ainda segundo o coordenador, entorpecentes normalmente são encontrados quando as revistas acontecem. “Muitos dos jovens que estão aqui são dependentes químicos. Eles tentam pegar qualquer material para fumar, como bolacha, verduras e pão secos. Quando encontramos algum tipo de droga abrimos um processo administrativo. As drogas costumam entrar através das visitas familiares”, relata. Machado conta que o problema também é motivado durante o banho de sol, quando pessoas, do lado de fora, jogam objetos para dentro da unidade.

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