Falta de produtos bate recorde na Venezuela

"Não há escassez de nenhum alimento. Há pleno abastecimento", disse ontem Eduardo Samán, o czar dos preços na Venezuela, quando o índice que mede a falta de alguns produtos chegou ao máximo desde ao menos janeiro de 2009, segundo dados do Banco Central do
14/11/2013 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

“Não há escassez de nenhum alimento. Há pleno abastecimento”, disse ontem Eduardo Samán, o czar dos preços na Venezuela, quando o índice que mede a falta de alguns produtos chegou ao máximo desde ao menos janeiro de 2009, segundo dados do Banco Central do país.

A taxa de escassez para outubro chegou a 22,4%, contra 21,2% do mês anterior e 16,1% em outubro de 2012.

O índice é medido com base na presença de produtos nas prateleiras –quanto mais próximo de 100%, mais escasso. O índice do óleo de cozinha, por exemplo, que virou artigo raro, passa de 99%.

Segundo o jornal venezuelano “El Universal”, o problema é grave com o com o leite e a manteiga, que quase desapareceram das gôndolas.

Muitas vezes, os itens em falta são os de preço tabelado: empresários retiram a mercadoria das prateleiras como manobra de pressão para reajustar o valores fixados, como ocorria no Brasil da hiperinflação nos anos 80.

Em outras, os vendedores culpam os gargalos na distribuição controlada de dólares –dizem que não têm como importar sem divisas.

O tema irrita a população. Se faltam artigos nos supermercados, a busca pode ser maior nos pontos de venda subsidiados pelo Estado –alternativa contra inflação anual de mais de 50%.

A ofensiva de Nicolás Maduro desde a semana passada é um reforço na estratégia do governo de culpar os empresários pelos problemas. Autoridades têm feito batidas nos últimos dias em armazéns liberando lotes de papel higiênico e leite.

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