
Pronatec é o tema da reunião do Conselho de Emprego e Renda de Uberaba
Pronatec / Arte: Reprodução
Com a presença de representantes de vários segmentos da sociedade e órgãos do Governo Municipal, foram empossados os novos membros do Conselho de Emprego e Renda de Uberaba. Na primeira reunião foi discutido e articulado o desenvolvimento do Pronatec, programa do Governo Federal para ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica.
Segundo dados do município, já existem 61 novas empresas cadastradas para se instalarem na cidade, a partir da chegada da planta de amônia, o que demandará mão de obra ainda mais qualificada. São esperados mais de seis mil trabalhadores para a construção deste empreendimento, por isso a necessidade de discutir e planejar melhor a demanda destes cursos.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba (Sticmu), Josá Lacerda, salientou que o Pronatec deve atender a demanda da cidade. “Não se pode pulverizar o os cursos que serão disponibilizados, é preciso ter uma visão estratégica e fazer uma pesquisa sobre a demanda de qualificação atual tendo como base vocação econômica e de desenvolvimento do município”, disse Josá.
De acordo com Lacerda, a falta de mão de obra no segmento de construção civil está obrigando empresas a buscarem soldador e mestre de obras em outras cidades. “Nós temos que ter uma estratégia de comunicação com estes trabalhadores, para que eles se entusiasmem com os cursos e conheçam a nova realidade do mercado de trabalho e oportunidades oferecidas quanto a necessidade de mão de obra e qualificação”, acrescentou Lacerda.
Na reunião ficou decidido que os cursos disponibilizados nos próximos anos pelo Governo Federal serão complementares aos que já existem na cidade. No documento enviado para Brasília na terça-feira (15), ficou definido a necessidade de o Pronatec disponibilizar cursos ligados a indústria e a construção, como torneiro mecânico, operador de máquinas, mestre de obras, soldador, eletricista
Durante a reunião ficou definido prazo de 45 dias para se criar um regime interno e também eleger um presidente do conselho que sempre se dará de forma revezada, entre um membro do sociedade e outro do poder público.
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