
Dia do Surdo: data comemora conquistas do deficiente auditivo
Diversas cidades do Brasil, inclusive Franca realizaram confraternizações e atos de conscientização sobre a deficiência auditiva
Foto: Unochapecó
Rompimento de barreiras e tabus. Essas são as conquistas que a comunidade surda fez ao longo dos tempos. Para celebrar estas melhorias nas condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania, a Comunidade Surda Brasileira comemora neste 26 de setembro, o Dia Nacional do Surdo. A data foi eleita por relembrar a inauguração da primeira escola para Surdos que se deu neste mesmo dia em 1857, na cidade do Rio de Janeiro.
Além do Rio, onde o atual Instituto Nacional de Educação de Surdos está localizado, diversas outras cidades de vários estados brasileiros comemoram a data se mobilizando para a conscientização da naturalidade da deficiência. No Museu de Arte Moderna de São Paulo, as comemorações começaram no dia 7 de setembro e vão até o dia 29. Atividades culturais e shows estão sendo realizados para celebrar a data.
Em Franca, a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Franca (APADA) realizou uma confraternização interna para comemorar o dia, mas o mês, conhecido por essa comunidade com “Setembro Azul” será inteiro de comemorações. “No dia 11 deste mês comemoramos com uma oficina de libras os 11 anos da lei da Língua Brasileira de Sinais. Hoje (26) fizemos nossa confraternização, e estamos programando um ato público para o dia 28, que se comemora o Dia Internacional da Educação do Surdo”, comenta a fundadora da APADA Franca, Izabel Alves de Souza.
Importância da comemoração
Apesar da imensa diversidade cultural do Brasil, a Comunidade Surda ainda se sente isolada. Diante disso, as comemorações sobre este dia são de grande relevância para que a comunidade continue conquistando a igualdade. “O preconceito contra a comunidade surda ainda tem que ser trabalhado. Se você são com um 6 surdos com interprete as pessoas param e ficam pensando que é brincadeira ou critica, então, a sociedade tem que conhecer mais este universo e saber entendê-lo”, diz Izabel que tem um filho de 33 anos com deficiência auditiva.
Além dos conceitos dos cidadãos, Izabel acredita que a conscientização sobre a naturalidade da deficiência deve partir das grandes empresas, e principalmente das próprias famílias do deficiente. “A culpa do preconceito ainda existir é por conta das famílias que superprotegem o deficiente auditivo, privando-o do mundo fazendo com que ele fique limitado a se comunicar, a conhecer e consequentemente seja visto de outra forma”.
Diante desta realidade comum, a importancia do dia está em fazer com que a deficiência seja vista como algo normal, isto é, da maneira que ela realmente é, dentro de suas dificuldades.
graça no seu WhatsApp


