
Sete em cada dez jovens dizem onde estudam na internet
Foto: Jeffy Vergara / Stockxpert
A intimidade das crianças com a internet e os meios eletrônicos chega, muitas vezes, antes mesmo de elas serem alfabetizadas. Porém, junto com o acesso, também podem chegar graves problemas de segurança envolvendo crimes cibernéticos, como o aliciamento online e a pedofilia. O centro de pesquisa Pew Internet & American Life Project pesquisou 802 jovens para analisar a gestão da privacidade dos adolescentes em sites de mídias sociais e descobriu que apenas 9% dos que utilizam os meios de comunicação se dizem ‘muito’ preocupados com o acesso de terceiros aos seus dados.
Sem se preocuparem, 71% deles têm disponibilizado na rede o nome da escola onde estudam e a cidade onde vivem, 53% postam o seu endereço de e-mail e 20%, o número de telefone celular. Os pais, por outro lado, expressam altos níveis de preocupação sobre o quanto outras pessoas, usando a rede, podem saber sobre o comportamento de seus filhos.
É o caso da dona de casa Maria José dos Santos, 54, que, mesmo impondo algumas regras para a filha adolescente de 17 anos, já chegou a ter problemas. “Ela já marcou encontro pelo computador e passou o endereço de casa, por isso, fico preocupada com as amizades que ela faz pela internet. Hoje, todos em casa temos uma senha para acessar o computador, menos ela, que só pode entrar quando é permitido”, conta.
O assunto, segundo Rosiane Cunha, 31, está sempre na pauta das reuniões da escola do filho de 7 anos. “É uma preocupação geral de todos os pais, e a maioria tem agido da mesma forma, tentando fiscalizar o máximo”, conta a mãe que é vereadora em Itatiaiuçu, na região Central de Minas Gerais.
Segundo ela, desde o primeiro contato da criança com a rede, busca passar orientações sobre os riscos. “Com 5 anos, ele já queria criar um perfil pessoal no Orkut e proibimos, mas, depois, começou a ser mais difícil. Por diversas vezes, pessoas que não são do nosso círculo de amizades pedem para que ele as adicione. Sabemos que a criminalidade tem usado a internet para se aproximar das crianças e, por isso, colocamos algumas normas: temos a senha do perfil e não permitimos que ele adicione ninguém sem a nossa autorização, além de determinarmos os horários para poder mexer, geralmente quando estamos perto”, conta.
Porém, ela sabe que essas limitações vão se tornar cada dia mais difíceis. “Usamos quase que um ‘tratamento de choque’ para mostrar para ele os perigos. Apresentamos casos reais de crianças que sumiram porque se envolveram com alguém pela internet. Hoje, agimos dessa forma porque tem dado certo, mas vai chegar uma idade em que vai ser mais difícil. Ele vai querer ter a própria senha, por exemplo”, admite.
Fonte: O Tempo
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